Lula tem aliados divididos sobre vaga no STF: reapresentar Messias ou indicar Pacheco

Ala ligada ao Congresso vê em Pacheco a via para pacificar a relação com o Senado, enquanto outro grupo trata Messias como questão de honra após a reeleição.

3 min

Jorge Messias e Rodrigo Pacheco, cotados para o STF | Foto: Reprodução/CNN Brasil

A indicação para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) divide o entorno do presidente Lula (PT). Uma ala defende reapresentar o nome de Jorge Messias, enquanto aliados avaliam que o caminho mais seguro seria indicar Rodrigo Pacheco.

Segundo o analista de política Matheus Teixeira, a corrente mais próxima do Congresso Nacional vê em Pacheco a forma de pacificar a relação com o Senado Federal e garantir a aprovação do nome do atual ministro do Tribunal de Contas da União. A fala foi dada durante o Hora H desta sexta-feira (30).

Os argumentos de cada lado

Do outro lado, há um grupo que quer a reapresentação de Jorge Messias. Esse setor sustenta que Lula saiu da eleição mais forte, após se reeleger de forma “surpreendente”, e que teria condições de emplacar o próprio candidato.

“Essa é a divisão, aqueles que entendem que indicar Pacheco seria o caminho mais tranquilo e garantido, e os outros que entendem que, agora que o presidente Lula está mais forte e conseguiu fazer mais de 60 milhões de votos, o Senado Federal vai ter que aceitar a sua indicação”, afirmou Teixeira.

Para Lula, o caso de Messias virou questão pessoal

De acordo com o analista, Lula ficou “muito irritado” quando o nome de Jorge Messias foi vetado anteriormente. “Portanto, virou meio que uma questão de honra para o presidente conseguir emplacar o advogado-geral da União no Supremo Tribunal Federal”, ressaltou Teixeira.

Com a reeleição, Lula tem mais quatro anos de mandato. Se essa corrente prevalecer, a ideia é aproveitar a composição atual do Senado, que Teixeira considera “menos à direita do que será a próxima”, para viabilizar a aprovação de Messias.

Negociações com Alcolumbre e Motta seguem sem definição

Teixeira afirmou que ainda não há nada definido. Logo após a vitória nas eleições, Lula se reuniu com Davi Alcolumbre (União-AP), com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Leia também

O analista lembrou que Pacheco era, desde o início, o nome preferido de Alcolumbre, além de ser bem avaliado por ministros do próprio STF. Ele também citou o peso do apoio ao nome de Alcolumbre para a presidência do Senado Federal: “Tudo indica que ele será o candidato do governo, mas presidente Lula também vai cobrar uma fatura.”

Sobre a escolha em si, Teixeira relatou que o presidente vinha dizendo nos bastidores que a definição do nome é prerrogativa do Executivo. “O Senado escolhe ou veta, mas quem escolhe o nome é o presidente Lula”, afirmou.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.