Lula sai da Casa Branca com prazo de 30 dias para negociar tarifas com os EUA

As equipes vão discutir o fim da investigação da Seção 301, que cita o Pix e a 25 de Março; o Brasil diz ter déficit com os americanos.

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Foto: Reprodução

Negociações comerciais entre Brasil e EUA ganham prazos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a Casa Branca em 7 de maio com a missão de avançar, em 30 dias, nas negociações comerciais com os Estados Unidos. O governo de Donald Trump concordou em promover encontros entre as equipes dos dois países para identificar as divergências nas tarifas.

Em caso de necessidade, cada lado se comprometeu a reduzir suas tarifas.

Durante a reunião, Lula apresentou ao presidente americano dados sobre a alíquota média brasileira sobre produtos dos EUA, de 2,7%. O presidente reconheceu que alguns produtos podiam ter alíquotas de até 12%, mas enfatizou que a média não justificava as sobretarifas impostas por Washington ao Brasil.

A discussão se concentrou em buscar soluções para reduzir as barreiras comerciais entre os dois países.

Reuniões e compromissos

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, detalhou que foi acordado o retorno à mesa de negociações envolvendo o Departamento de Comércio americano, o Representante de Comércio dos EUA e o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

As reuniões estão previstas para as próximas semanas, com foco principal no encerramento da Seção 301, que trata de práticas consideradas restritivas ao comércio norte-americano, incluindo o Pix e o comércio na rua 25 de Março.

Dados e argumentos apresentados

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou o argumento brasileiro com números concretos. De acordo com o cálculo do MDIC, o Brasil registrou um déficit de aproximadamente US$ 20 bilhões com os EUA em 2025. A estimativa americana elevava esse valor para US$ 30 bilhões.

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Durigan argumentou que esses números fortaleciam a posição do Brasil na negociação.

Lula defende prazos e metas

Lula enfatizou que a máquina pública tende a procrastinar e que era crucial impor prazos concretos para o andamento das negociações. “O presidente tem prazo de validade. Eles têm data pra entrar e data pra sair. As coisas têm que acontecer”, declarou, demonstrando uma postura firme na busca por resultados.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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