Lula enfrenta resistência ao discutir fim da escala 6×1; debates na Câmara se intensificam

A posição de Lula sobre a escala 6×1 gera polêmica e resistência. O que está em jogo nas discussões da Câmara dos Deputados? Descubra os detalhes!

23/04/2026 20:51

2 min

Lula enfrenta resistência ao discutir fim da escala 6×1; debates na Câmara se intensificam
(Imagem de reprodução da internet).

Posição de Lula sobre a escala 6×1 enfrenta resistência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que não irá discutir um projeto para acabar com a escala 6×1 no Brasil que inclua desonerações para as empresas. Contudo, essa posição do governo encontra resistência tanto do setor empresarial quanto da oposição, que não aceitam alterações na jornada de trabalho sem compensações financeiras.

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A analista de Política Isabel Mega comentou, durante o programa Bastidores CNN na quinta-feira (23), que a discussão sobre o fim da escala 6×1 deve ganhar força na comissão que será instalada na próxima semana na Câmara dos Deputados. “Ele [Hugo Motta, presidente da Câmara] já afirmou que pretende anunciar essa comissão especial e que a ideia é que ela comece a funcionar na próxima semana.

A partir daí, os debates sobre as medidas de compensação e a questão da transição terão início”, destacou Mega.

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Debate sobre transição e jornadas de trabalho

Isabel Mega ressaltou que as principais dúvidas que surgem no debate são se haverá uma transição uniforme para todos os setores ou se alguns terão regras específicas. Segundo a analista, parlamentares do PT afirmam que “agora começa a briga”, mas não veem isso necessariamente de forma negativa. “Para alguns parlamentares do PT, essa é uma oportunidade de crescimento na discussão sobre a 6×1”, afirmou.

A analista também lembrou que o fim da escala 6×1 não implica automaticamente na adoção de uma jornada 4×3, como sugerido no projeto da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A alternativa mais viável, considerando a distribuição de horas, seria a escala 5×2, onde o trabalhador atua por cinco dias e descansa dois, garantindo um final de semana completo.

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Possíveis modelos de jornada e cronograma de tramitação

Além disso, há discussões sobre a possibilidade de implementar um modelo semelhante ao dos Estados Unidos, proposta que já está sendo levantada pela oposição. “É essencial discutirmos isso e acompanharmos o debate que ocorre em outros países, pois o Brasil também precisa repensar suas relações trabalhistas à luz da modernização”, observou a analista.

O cronograma estipulado pelos parlamentares prevê que a proposta avance na Câmara durante o mês de maio, seguindo posteriormente para o Senado, com a meta de concluir a tramitação ainda neste semestre.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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