Gilmar Mendes defende continuidade do Inquérito das Fake News até as eleições de 2026

Gilmar Mendes defende o Inquérito das Fake News, ressaltando sua importância para a paz política no Brasil. Entenda os impactos e as expectativas para 2026

23/04/2026 20:41

2 min

Gilmar Mendes defende continuidade do Inquérito das Fake News até as eleições de 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Gilmar Mendes Defende o Inquérito das Fake News

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), destacou nesta quinta-feira (23) a relevância do “Inquérito das Fake News”, afirmando que o Brasil desfruta de um “estágio de paz política” em decorrência dele. Mendes argumentou que, apesar das críticas recebidas, o inquérito não deve ser encerrado antes das eleições presidenciais de 2026.

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Segundo o ministro, o pleito eleitoral tende a intensificar as críticas ao STF, que se tornam temas de campanha. Por isso, é essencial que a Corte mantenha um “instrumento de defesa”. “O Brasil está nesse estágio de paz política hoje por causa do inquérito.

Ele vai terminar quando acabar. Eu acho difícil acabar antes das eleições, porque os ataques contra o STF recrudesceram. Temos um pouco de prática em relação a isso. Diante das câmeras, aparecem esses valentões, que são falsos tigrões. Estão fazendo ataques, fazendo campanha.

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E eu acho que o tribunal precisa de instrumentos efetivos de defesa”, declarou o ministro em entrevista ao Correio Braziliense.

Trâmite do Inquérito e Possíveis Conclusões

Gilmar Mendes também afirmou que o andamento do inquérito é “bem controlado” e que não há risco de abusos: “A PGR pede medidas, o relator examina e a PF investiga. Não há risco de abuso”, defendeu. A CNN informou que, até pelo menos o final do primeiro semestre de 2027, não há previsão para o encerramento do inquérito ainda neste ano.

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A expectativa é que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, considere a possibilidade de concluir o inquérito quando estiver prestes a assumir a presidência do tribunal em setembro do próximo ano. O inquérito foi instaurado de ofício, sem provocação de órgãos de investigação, pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Moraes como relator sem o habitual sorteio.

Após sete anos de tramitação, a Corte enfrenta pressões para encerrar o processo, tanto da oposição quanto de entidades jurídicas como a OAB, que alegam que os ministros utilizam o inquérito para perseguir críticos do tribunal.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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