Lula diz que vai indicar Messias de novo ao STF; oposição vê votação só em 2027

Rejeição de indicação ao STF e consequências políticas
Senadores da oposição se mobilizam em torno da vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Na sexta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou a rejeição, no fim de abril, do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo plenário do Senado, por 42 votos a 34.
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Essa foi a primeira vez em mais de 130 anos que uma indicação à Suprema Corte foi negada pelos senadores.
Durante um anúncio de investimentos da Petrobras em Sergipe, Lula comentou sobre a situação, afirmando: “Ele [Messias] foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer, senadores? Eu vou mandar o Messias outra vez.”
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Limitações e estratégias da oposição
Integrantes da oposição argumentam que o chefe do Executivo possui a prerrogativa constitucional de reenviar a indicação, mas ressaltam que o Senado não poderá realizar uma nova votação ainda em 2026. Essa posição se baseia em um ato da Mesa do Senado, datado de 2010, que pode proibir a votação de um nome rejeitado no mesmo ano.
Assim, a nova votação só poderia ocorrer em fevereiro do próximo ano, quando o Legislativo retoma suas atividades.
Em 2027, o Senado terá uma nova composição após as eleições, o que pode alterar o cenário. Uma alternativa para viabilizar a análise da indicação seria a modificação ou anulação do ato mencionado. A estratégia da oposição inclui a divulgação dessa limitação nas redes sociais, com o objetivo de popularizar o tema e pressionar uma eventual nova indicação de Messias, tornando o debate mais técnico e menos político.
Ambiente político tenso
Mesmo sem considerar essa limitação, lideranças políticas avaliam que o ambiente para a aprovação de Messias é complicado. Desde o final de abril, quando o AGU enfrentou uma derrota histórica no plenário, a relação entre o Senado e o Executivo se tornou tensa.
Os senadores percebem que, caso Lula confirme uma nova indicação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pode usar a falta de tempo no primeiro semestre como justificativa para adiar a votação para o ano seguinte.
O recesso parlamentar está previsto para começar em 18 de julho, e no segundo semestre, os congressistas estarão focados nas campanhas eleitorais. Além disso, o esforço concentrado do Senado na votação da PEC do fim da 6×1 pode deixar o calendário apertado para a votação.
Por isso, a expectativa é de que essa nova indicação, se confirmada, não avance ainda este ano.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Política
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