Lula diz que propôs a Trump grupo multilateral contra o crime organizado
Lula diz que facções brasileiras não foram tema central com Trump
Em uma reunião de três horas na Casa Branca, na quinta-feira, 7 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump, não tratou diretamente do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A confirmação veio em meio a expectativas de que os Estados Unidos pudessem designar as facções brasileiras como grupos terroristas, o que teria implicações significativas para a segurança nacional. Lula enfatizou que apresentou a Trump uma proposta para a formação de um grupo de trabalho multilateral, com a participação de diversos países da América Latina, visando o combate ao crime organizado.
O presidente argumentou que a estratégia americana tradicional, que se baseia em uma forte presença militar nos países da região, não é eficaz para solucionar o problema e que é necessário investir em alternativas econômicas que atendam às necessidades das populações mais vulneráveis.
Ele também disse que apresentaria, na semana seguinte, um plano nacional de combate ao crime organizado.
Reações e resultados
O ministro da Justiça, Wellington César Lima, relatou que Trump recebeu as propostas brasileiras com “extrema deferência” e fez “referências elogiosas” às iniciativas em curso. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, complementou, destacando que a cooperação aduaneira já tem gerado resultados positivos.
Segundo os dados apresentados, entre maio de 2025 e abril de 2026, mais de meia tonelada de armas irregulares vindas dos Estados Unidos foi apreendida no Brasil. Além disso, mais de uma tonelada de droga sintética de origem americana foi identificada no país, demonstrando a eficácia da colaboração entre os dois países na luta contra o tráfico de drogas.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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