Lula critica prisão de Thiago Ávila e classifica ação de Israel como injustificável

Crítica de Lula à Prisão de Thiago Ávila
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou sua reprovação em relação à prisão do brasileiro Thiago Ávila, membro da flotilha “Global Sumud”, considerando a ação do governo de Israel como “injustificável”. A declaração foi divulgada em uma postagem nas redes sociais na terça-feira (5).
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Lula expressou que o incidente gera “grande preocupação” e deve ser amplamente condenado no cenário internacional.
Além disso, o presidente ressaltou que a detenção dos ativistas em águas internacionais constitui uma “séria afronta ao direito internacional”. Em sua mensagem, Lula informou que o Brasil está colaborando com a Espanha, que também teve um cidadão detido, para exigir a segurança e a libertação dos envolvidos.
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Prisão dos Ativistas
Um tribunal em Israel decidiu prorrogar por mais seis dias a detenção de dois ativistas que estavam a bordo de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza, a qual foi interceptada por forças israelenses em águas internacionais próximas à Grécia. Os detidos, Saif Abu Keshek, cidadão espanhol, e Thiago Ávila, foram levados para Israel, enquanto mais de 100 outros ativistas pró-Palestina que estavam nos barcos foram encaminhados para a ilha grega de Creta.
A prisão de Abu Keshek e Ávila foi estendida pelo Tribunal de Magistrados de Ashkelon até 10 de maio. Os ativistas faziam parte da segunda Flotilha Global Sumud, que tinha como objetivo romper o bloqueio israelense a Gaza, levando ajuda humanitária.
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Documentos judiciais indicam que Israel acusa Abu Keshek e Ávila de crimes como auxílio ao inimigo, contato com um agente estrangeiro e uma organização terrorista, além de atividades proibidas envolvendo um componente terrorista.
O juiz Yaniv Ben-Haroush, ao conceder a prorrogação, afirmou estar convencido de que há suspeita razoável. Durante a audiência, os advogados do grupo de direitos humanos Adalah contestaram as alegações, afirmando que não havia fundamentos legais para a manutenção da detenção dos dois homens.
Eles alegaram que nenhuma acusação formal foi apresentada e que a detenção visava apenas a continuidade dos interrogatórios.
A defesa anunciou que apelaria da decisão e exigiria a libertação imediata e incondicional de Abu Keshek e Ávila. A organização também denunciou que os homens foram torturados durante a custódia, uma acusação que foi rejeitada por Israel. A esposa de Abu Keshek, Sally Issa, informou à agência de notícias Reuters que não teve permissão para se comunicar diretamente com o marido desde sua detenção, dependendo de informações do cônsul espanhol e de seus advogados. “Disseram-nos que ele está bem.
Ele está em greve de fome”, declarou Issa. “Mas ele está bem. Ele sofreu tortura no barco quando foi atacado pelos israelenses.”
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



