Lula critica prisão de Thiago Ávila e classifica ação de Israel como injustificável

Luiz Inácio Lula da Silva critica a prisão de Thiago Ávila, chamando a ação de Israel de “injustificável”. Entenda as repercussões internacionais desse caso!

05/05/2026 17:11

3 min

Lula critica prisão de Thiago Ávila e classifica ação de Israel como injustificável
(Imagem de reprodução da internet).

Crítica de Lula à Prisão de Thiago Ávila

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou sua reprovação em relação à prisão do brasileiro Thiago Ávila, membro da flotilha “Global Sumud”, considerando a ação do governo de Israel como “injustificável”. A declaração foi divulgada em uma postagem nas redes sociais na terça-feira (5).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lula expressou que o incidente gera “grande preocupação” e deve ser amplamente condenado no cenário internacional.

Além disso, o presidente ressaltou que a detenção dos ativistas em águas internacionais constitui uma “séria afronta ao direito internacional”. Em sua mensagem, Lula informou que o Brasil está colaborando com a Espanha, que também teve um cidadão detido, para exigir a segurança e a libertação dos envolvidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Prisão dos Ativistas

Um tribunal em Israel decidiu prorrogar por mais seis dias a detenção de dois ativistas que estavam a bordo de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza, a qual foi interceptada por forças israelenses em águas internacionais próximas à Grécia. Os detidos, Saif Abu Keshek, cidadão espanhol, e Thiago Ávila, foram levados para Israel, enquanto mais de 100 outros ativistas pró-Palestina que estavam nos barcos foram encaminhados para a ilha grega de Creta.

A prisão de Abu Keshek e Ávila foi estendida pelo Tribunal de Magistrados de Ashkelon até 10 de maio. Os ativistas faziam parte da segunda Flotilha Global Sumud, que tinha como objetivo romper o bloqueio israelense a Gaza, levando ajuda humanitária.

Leia também

Documentos judiciais indicam que Israel acusa Abu Keshek e Ávila de crimes como auxílio ao inimigo, contato com um agente estrangeiro e uma organização terrorista, além de atividades proibidas envolvendo um componente terrorista.

O juiz Yaniv Ben-Haroush, ao conceder a prorrogação, afirmou estar convencido de que há suspeita razoável. Durante a audiência, os advogados do grupo de direitos humanos Adalah contestaram as alegações, afirmando que não havia fundamentos legais para a manutenção da detenção dos dois homens.

Eles alegaram que nenhuma acusação formal foi apresentada e que a detenção visava apenas a continuidade dos interrogatórios.

A defesa anunciou que apelaria da decisão e exigiria a libertação imediata e incondicional de Abu Keshek e Ávila. A organização também denunciou que os homens foram torturados durante a custódia, uma acusação que foi rejeitada por Israel. A esposa de Abu Keshek, Sally Issa, informou à agência de notícias Reuters que não teve permissão para se comunicar diretamente com o marido desde sua detenção, dependendo de informações do cônsul espanhol e de seus advogados. “Disseram-nos que ele está bem.

Ele está em greve de fome”, declarou Issa. “Mas ele está bem. Ele sofreu tortura no barco quando foi atacado pelos israelenses.”

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!