Câmara dos Deputados inicia debate sobre Projeto de Lei da Misoginia com Tabata Amaral à frente

Câmara dos Deputados Instala Grupo de Trabalho para Discutir PL da Misoginia
A Câmara dos Deputados dá início nesta terça-feira (5) ao grupo de trabalho que irá debater o Projeto de Lei da Misoginia. A coordenação ficará a cargo da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que tem como objetivo votar a proposta ainda no primeiro semestre.
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O projeto visa criminalizar e tipificar a misoginia como um crime.
Tabata Amaral planeja ouvir deputadas, representantes da sociedade civil e juristas sobre o assunto, para que possa elaborar um relatório. O texto já recebeu aprovação do Senado e agora o grupo de trabalho tem um prazo de 45 dias para finalizar suas atividades.
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Apesar de ter sido aprovado por unanimidade no Senado, a proposta enfrenta resistência na Câmara, especialmente da oposição.
Resistência e Apoio ao Projeto
Grupos de direita argumentam que o projeto pode comprometer a liberdade de expressão e tentam impedir sua aprovação na Câmara. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou sua oposição ao texto, afirmando que o PL representa uma ameaça à liberdade de expressão.
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A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) classificou a proposta como “censura”, alegando que pode ser utilizada para silenciar mulheres.
Tabata Amaral busca avançar com a proposta, enfatizando que o projeto é “apartidário”. Ela conta com o apoio de Hugo Motta, que se comprometeu a apoiar a iniciativa, ressaltando que o combate à violência contra a mulher é uma prioridade para a Câmara.
Motta destacou que já foram aprovados diversos projetos voltados para essa questão, como a implementação de tornozeleiras eletrônicas para agressores e o endurecimento das penas para crimes de violência contra a mulher.
Detalhes do Projeto de Lei
O PL da Misoginia propõe a tipificação do crime de misoginia, que se refere ao ódio direcionado às mulheres. Atualmente, a misoginia não é considerada um crime específico no Código Penal brasileiro, sendo frequentemente tratada como injúria ou difamação, que possuem penas mais brandas.
A proposta sugere penas de dois a cinco anos de reclusão para esse tipo de crime, equiparando a misoginia ao crime de racismo.
Com isso, a misoginia se tornaria um crime inafiançável, ou seja, sem possibilidade de fiança, e imprescritível, podendo ser punido a qualquer momento. Diante do aumento do discurso de ódio contra mulheres nas redes sociais, impulsionado por movimentos que promovem a ideia de supremacia masculina, o projeto visa combater essa discriminação e proteger os direitos das mulheres.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



