Lula ataca Lava Jato: “maior mentira do século 21” e critica Moro e Dallagnol

O presidente criticou Moro e Dallagnol e acusou a operação de causar prejuízos a empresas e a perda de empregos.

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Foto: Reprodução

Lula acusa Operação Lava Jato de ser a “maior mentira do século 21”

Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a Operação Lava Jato como “a maior mentira do século 21” no Brasil. O petista criticou a atuação de figuras-chave da operação, incluindo o ex-juiz Sérgio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, argumentando que a investigação causou danos significativos a empresas nacionais e resultou na perda de empregos.

Lula afirmou que a operação foi alimentada por certos setores da mídia e que Moro e Dallagnol não apresentaram provas concretas para sustentar as acusações levantadas durante as investigações. Ele ressaltou que a operação teve início em 2014, com atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, visando apurar esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras e diversos políticos.

Impactos da operação e anulações judiciais

A Lava Jato gerou centenas de condenações e, em 2018, culminou na prisão de Lula. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações do petista, apontando irregularidades nos processos. Lula enfatizou os impactos econômicos negativos da operação, defendendo que o combate à corrupção não deveria prejudicar a atividade das empresas.

O presidente estimou que cerca de 4 milhões de empregos foram afetados pela Lava Jato, questionando os interesses por trás da operação. Ele também criticou a forma como a imprensa cobriu a operação, apontando para um atraso no reconhecimento de erros e a falta de pedidos de desculpas por parte dos envolvidos.

Mudança de posicionamento e defesa do engajamento político

Durante a entrevista, Lula revelou ter alterado sua posição em relação ao fundo partidário e ao fundo eleitoral, considerando-os instrumentos que promovem uma “promiscuidade” no sistema político. Ele declarou ter sido favorável a esses fundos no passado, mas hoje se opõe a eles.

O presidente defendeu o engajamento de jovens na política e o maior envolvimento da sociedade nos partidos políticos.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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