Luiz Otávio Leal diz que fim da escala 6×1 e aumento do teto do MEI podem precarizar a CLT

Luiz Otávio Leal, economista-chefe da G5, afirmou que o fim da escala 6×1 combinado ao aumento do teto do MEI (Microempreendedor Individual) pode precarizar empregos com carteira assinada. Ele fez a avaliação durante participação no programa Morning Call da CNN Brasil Money.
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Para Leal, cada medida parece beneficiar um grupo quando analisada isoladamente: o fim da escala 6×1, os trabalhadores; e o aumento do teto do MEI, os microempresários. O efeito pode ser diferente quando as duas propostas são consideradas juntas.
Leal vê risco para empregos com carteira assinada
“As duas medidas separadamente parecem impactar positivamente o trabalhador e o microempresário. Quando elas são vistas em conjunto, elas acabam, talvez, precarizando o trabalho CLT”, afirmou o economista.
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Leal também comentou a pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira, que apontou empate técnico entre os candidatos no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Na avaliação dele, a diferença diminuiu principalmente por uma queda na avaliação de Flávio Bolsonaro, e não por um avanço de Lula.
“A diferença diminuiu não porque o Lula subiu, mas porque o Flávio caiu”, disse. Ele acrescentou que os chamados “pacotes de bondade” tendem a ter impacto eleitoral limitado no curto prazo, pois o eleitor costuma reagir quando percebe melhora concreta na vida cotidiana.
PEC da Segurança Pública sai da pauta do Senado
O economista também abordou a PEC da Segurança Pública, retirada da pauta do Senado em meio ao debate sobre a maioridade penal. Ele defendeu maior coordenação entre o governo federal e os estados, já que, segundo ele, as armas que chegam aos criminosos passam pelas fronteiras brasileiras, sob responsabilidade federal.
“Uma coordenação maior entre o governo federal e governos estaduais aumenta a eficiência”, afirmou Leal. Ele chamou de “esquizofrenia eleitoral” posições que considera contraditórias: Flávio Bolsonaro, historicamente ligado ao empresariado, defendeu o fim da escala 6×1, enquanto Lula, do PT, passou a apoiar a redução da maioridade penal, historicamente oposta à posição do partido.
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Tarifa zero pode custar até R$ 80 bilhões
Sobre a proposta de Lula de financiar a tarifa zero no transporte público aos finais de semana com emendas parlamentares, Leal apontou dois obstáculos: convencer deputados e senadores a abrir mão dos recursos e cobrir o custo estimado, que vai de R$ 50 bilhões a R$ 80 bilhões.
O total das emendas parlamentares é de cerca de R$ 64 bilhões, valor que, segundo o economista, seria insuficiente para financiar a medida. Ele também considerou difícil obter apoio no Congresso para destinar esses recursos à proposta.
“A minha sensação é que é uma medida eleitoreira que não vai para frente, seja por conta do custo, seja por conta da dificuldade de implementação, seja por conta de que os deputados e senadores não vão aprovar”, concluiu Leal.
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Redação Economia
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