Respiração em 4, 4 e 6 segundos: Luciane Rabello ensina a acalmar a ansiedade na fila de votação

Incerteza política e excesso de notícias mantêm o organismo em alerta; a psicóloga também recomenda levar uma “colinha” com os números dos candidatos.

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Imagem ilustrativa

A expectativa pelo resultado das eleições, a exposição constante a notícias e as discussões políticas podem intensificar a ansiedade e o desgaste emocional durante o período eleitoral. A avaliação é da psicóloga Luciane Rabello, que aponta a incerteza sobre o cenário político como fator que pode provocar a sensação de perda de controle.

Segundo a especialista, a tensão cresce quando decisões que afetam a coletividade parecem fora do alcance de quem as acompanha. Luciane explica que o contato contínuo com informações e debates acalorados mantém o organismo em alerta, o que dificulta relaxar e avaliar situações com calma. “Quando somos bombardeados por discussões acaloradas, notícias em tempo real e incertezas sobre o futuro, nosso sistema nervoso entra em estado de alerta contínuo”, afirma Luciane.

Ela também defende que o eleitor reconheça os próprios limites diante dos acontecimentos políticos, já que a preocupação com o resultado se torna desgastante quando a atenção se concentra no que não se pode controlar.

Respiração consciente ajuda nas filas e perto da seção

Em momentos de ansiedade, como nas filas ou na chegada ao local de votação, Luciane sugere recorrer à respiração consciente para aliviar a tensão. A técnica indicada consiste em puxar o ar por quatro segundos, segurá-lo por mais quatro e soltá-lo lentamente ao longo de seis segundos, sempre respeitando o próprio ritmo.

Ao desacelerar a respiração dessa forma, a pessoa tende a sentir mais serenidade, segundo a psicóloga. Ela ressalta que o exercício não exige preparo especial e pode ser feito em qualquer lugar da fila.

Anotar os números dos candidatos evita esquecimentos

Outra recomendação de Luciane é preparar com antecedência a chamada “colinha” eleitoral, com os números dos candidatos escolhidos escritos em papel. Para a especialista, a organização reduz a preocupação de esquecer algum número dentro da cabine de votação.

Com a informação à mão, o procedimento fica mais tranquilo, o que ajuda a manter o foco no ato de votar.

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Separar o que depende de você do que não depende

A psicóloga orienta os eleitores a distinguir o que depende de suas decisões individuais daquilo que foge ao controle pessoal. Ela lembra que o resultado geral depende da votação coletiva, mas cada eleitor pode se preparar para votar com consciência.

Luciane afirma que essa distinção ajuda a diminuir a preocupação excessiva com o desfecho da eleição. Ela também recomenda evitar confrontos e debates acalorados antes de votar, sobretudo quando não há disposição para uma conversa respeitosa.

Segundo ela, discussões nas filas ou no caminho até a seção podem acrescentar tensão desnecessária a um momento já marcado pela expectativa.

Como acompanhar a apuração sem se desgastar

A ansiedade, segundo Luciane, não termina ao sair da seção. A espera pela apuração pode prolongar a tensão, principalmente entre quem acompanha as atualizações em tempo real. Por isso, a psicóloga recomenda definir limites para acompanhar a contagem e alternar o consumo de notícias com outras atividades.

A especialista destaca ainda que o resultado eleitoral não depende da ação isolada de um único eleitor. Para ela, cuidar do próprio estado emocional ajuda a atravessar o período com mais tranquilidade. A proposta, afirma, não é deixar de acompanhar a política, mas se informar sem permanecer exposto de forma contínua a situações de tensão.

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