Prisão de lutador que atacou três mulheres na Tijuca passa de 30 dias para prazo indefinido
A Justiça do Rio de Janeiro converteu em preventiva a prisão temporária de Lucas Portela Fontana Gomes, suspeito de invadir apartamentos e agredir três mulheres em um prédio na Avenida Maracanã, na Tijuca, Zona Norte da capital. A decisão foi tomada no sábado (7), durante audiência de custódia.
Com a mudança, o lutador segue preso, agora sem prazo definido. Ele foi detido na sexta-feira (6) por tentativa de feminicídio, com base em prisão temporária decretada anteriormente.
Juíza justifica a conversão da prisão
Na decisão, a juíza Laura Noal Garcia afirmou que a medida “é necessária para dar prosseguimento ao cumprimento do mandado de prisão, expedido pelo Plantão Judiciário do TJRJ”.
A prisão temporária tem duração de 30 dias, prorrogáveis por mais 30. Já a preventiva não tem prazo fixo. O processo segue na 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital.
Além de tentativa de feminicídio, Lucas vai responder por ameaça, violação de domicílio, lesão corporal e resistência. Depois de preso, ele foi levado para o presídio de Benfica, onde está à disposição da Justiça.
Como começaram os ataques no prédio da Tijuca
Os ataques começaram na madrugada de quinta-feira (5), por volta de 1h10, quando moradores acionaram policiais militares e guardas municipais. Segundo as equipes, Lucas, que também morava no edifício, começou uma confusão dentro do próprio apartamento e passou a ameaçar os vizinhos.
Depois, ele saiu e entrou em outros imóveis, gritando que mataria os moradores. Uma das primeiras vítimas conseguiu fugir pelas escadas com a família, mesmo sendo agredida. Em seguida, o homem invadiu outro apartamento e atacou uma mulher de 81 anos, que precisou ser internada com traumatismo craniano e segue hospitalizada.
O terceiro ataque ocorreu no elevador. Ao ouvir os gritos da vizinha, outra moradora saiu para ajudá-la e deu de cara com Lucas assim que a porta se abriu. Segundo relatos, ela foi derrubada, agredida com socos e chutes e estrangulada por vários minutos.
Imagens do elevador e investigação
As câmeras de segurança do elevador registraram a agressão. A CNN Brasil teve acesso às imagens, mas optou por não exibi-las na íntegra por causa da extrema violência, embora os registros mostrem a gravidade do ataque e as marcas de sangue deixadas no local.
Após o episódio, investigadores da 18ª DP (Praça da Bandeira) ouviram vítimas e testemunhas e reuniram as imagens do circuito de segurança. Com essas informações, o delegado titular Alvaro de Oliveira Gomes pediu à Justiça a prisão temporária de Lucas, que foi autorizada e cumprida.
A defesa de Lucas ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria.
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Redação Brasil
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