Como ver as Leônidas, nos dias 17 e 18, e outros fenômenos de novembro sem telescópio

O céu de novembro de 2026 terá uma série de fenômenos astronômicos visíveis a olho nu, segundo o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL). Entre eles estão três chuvas de meteoros, a aproximação aparente entre Marte e Júpiter e uma sequência de três superluas.
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Na mesma época, a sonda Voyager 1 deve chegar a um dia-luz de distância da Terra.
O marco é inédito para um objeto construído por humanos. Os eventos se espalham ao longo do mês, e a maioria pode ser vista sem equipamento especial.
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Três chuvas de meteoros marcam o mês
As Taurídeas do Sul devem alcançar o auge por volta do dia 5, e há chance de fireballs, meteoros mais brilhantes que o habitual. As Taurídeas do Norte têm seu pico próximo de 12 de novembro.
Segundo a agência, cada uma dessas chuvas tende a render cerca de cinco meteoros por hora quando as condições de observação são ideais.
As Leônidas oferecem as melhores janelas na madrugada dos dias 17 e 18, depois que a Lua se põe. A Nasa calcula até 15 meteoros por hora em condições ideais, mas, na prática, o número costuma ser menor.
Para observar, a recomendação é ir a locais longe da iluminação urbana, esperar cerca de 30 minutos para os olhos se acostumarem ao escuro e olhar para uma faixa ampla do céu, sem fixar um único ponto.
Marte e Júpiter ficam a 1,2 grau no céu
Nos dias 15 e 16, os dois planetas aparecem separados por apenas 1,2 grau no céu sudeste, pouco antes do nascer do Sol. A distância aparente é um pouco maior que a largura de duas luas cheias.
Júpiter será o mais brilhante dos dois, e Marte chama atenção pela coloração avermelhada. Para acompanhar a cena, não é preciso telescópio nem binóculo.
A proximidade existe apenas na visão de quem está na Terra. Os dois seguem a grandes distâncias um do outro no espaço e só parecem juntos por estarem alinhados na linha de visão do planeta.
Voyager 1 se aproxima de um dia-luz
A Voyager 1 está prestes a ficar a um dia-luz da Terra, o que a tornará o primeiro objeto feito por humanos a alcançar essa distância. Um dia-luz é o trajeto que a luz percorre em 24 horas.
Como os sinais de rádio viajam na velocidade da luz, uma mensagem enviada da Terra leva um dia inteiro para chegar à sonda, e a resposta gasta outras 24 horas no caminho de volta. Na prática, uma troca completa de mensagens dura cerca de 48 horas.
A sonda segue em direção à constelação de Ofiúco. A Nasa marcou a data para 17 de novembro, com a ação Shine Bright for Voyager’s Light-Day, que em tradução livre significa “Brilhe para o dia-luz da Voyager”.
Superluas começam no dia 24
No dia 24, uma Lua cheia em configuração de superlua ilumina o céu noturno e inicia uma sequência de três eventos desse tipo. As próximas ocorrências acontecem em dezembro e janeiro.
O fenômeno surge quando a Lua cheia coincide com a passagem do satélite pelo ponto de sua órbita elíptica mais próximo da Terra. Por isso, ela pode parecer um pouco maior e mais brilhante que uma Lua cheia comum.
A Nasa recomenda olhar para o leste por volta do pôr do Sol, quando a Lua começa a surgir. Nessa posição, o satélite pode parecer maior do que o normal por causa da ilusão da Lua, efeito óptico que ocorre em qualquer Lua cheia, e não apenas nas superluas.
Editoria:
Redação Variedades
A Redação Variedades reúne a cobertura do Clique Fatos sobre horóscopo, comportamento e curiosidades. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



