Lee Jae-myung apoia que Coreia do Sul assuma mais responsabilidade por defesa, com gastos de 3,5% do PIB, após Trump reduzir exercícios

A recente decisão de Donald Trump de reduzir a escala dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul gerou reações mistas e levantou questões sobre as implicações para a segurança na Península Coreana. Na quarta-feira (19), o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, declarou que concordava com a opinião de Trump de que a Coreia do Sul deve assumir a responsabilidade pela própria segurança, aumentando rapidamente os gastos com defesa.
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Os exercícios, conhecidos como Ulchi Freedom Shield, têm como objetivo avaliar e preparar a Coreia do Sul para um controle operacional em tempo de guerra, algo que não ocorre desde o início da Guerra da Coreia em 1950. Washington e Seul afirmam que essas manobras visam dissuadir ameaças externas e não invadir o território norte-coreano.
Histórico de Controle Militar
O modelo atual de controle militar foi estabelecido logo após o início da Guerra da Coreia, quando a Coreia do Sul transferiu o comando de suas forças para os Estados Unidos. Na época, Washington era considerado mais capacitado devido à sua superioridade técnica e experiência militar.
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Ao longo dos anos, o Comando das Nações Unidas e posteriormente o Comando de Forças Combinadas (CFC) mantiveram esse controle em tempos de guerra.
Em 1994, o CFC transferiu o controle operacional das forças sul-coreanas em tempos de paz para Seul. Contudo, a gestão em situações de conflito ainda permanece sob responsabilidade dos Estados Unidos. Essa situação tem sido objeto de pressão por mudanças nos últimos anos, especialmente à medida que a Coreia do Sul se tornou uma potência militar respeitável.
Lee Jae-myung aproveitou os exercícios recentes para reforçar sua promessa eleitoral de devolver o controle operacional durante guerras até 2030. “Nossa capacidade de defesa já figura entre as melhores do mundo”, afirmou Lee, destacando a preparação militar da Coreia do Sul.
Reações Internacionais e Implicações Futuras
A decisão de Trump não foi bem recebida em Pyongyang. A irmã do líder norte-coreano, Kim Yo Jong, classificou as manobras como “provocativas” e afirmou que a redução não altera sua natureza ofensiva. A agência estatal KCNA também denunciou os exercícios como uma ameaça à segurança regional.
Além disso, analistas apontam que essa mudança pode complicar as dinâmicas da aliança entre EUA e Coreia do Sul. Yu Ji – hoon, pesquisador do KIDA (Instituto Coreano de Análises de Defesa), alertou que uma alteração drástica nos exercícios poderia afetar não apenas a prontidão militar mas também as relações entre os aliados no contexto atual.
A relação pessoal entre Trump e Kim Jong Un continua sendo um ponto delicado. Desde seu primeiro mandato, Trump não conseguiu persuadir Kim a desacelerar suas ambições nucleares; pelo contrário, acredita-se que essas capacidades tenham se expandido consideravelmente desde então.
Desafios Adicionais para os EUA
A redução das atividades militares na região pode resultar em desafios adicionais para os Estados Unidos. Analistas indicam que essa estratégia pode atrasar o processo necessário para que a Coreia do Sul assuma maior responsabilidade pela própria defesa e diminua a eficácia das operações conjuntas contra potenciais conflitos na Ásia.
Leif – Eric Easley, professor da Universidade Ewha em Seul, avaliou que “reduzir a escala dos exercícios pode prejudicar a coordenação da aliança” nesse momento crítico. A necessidade crescente por novos armamentos e investimentos em defesa torna essa questão ainda mais relevante no cenário geopolítico atual.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Internacional
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