Keiko Fujimori toma posse como presidente do Peru nesta terça-feira (28) em Lima
A presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, toma posse nesta terça-feira (28) em uma cerimônia marcada para acontecer em Lima, a capital do país. O evento é significativo, pois coincide com o aniversário da independência peruana.
Keiko foi oficialmente confirmada como vencedora no dia 3 de julho, quando o JNE (Júri Nacional Eleitoral) anunciou seu triunfo no segundo turno das eleições contra o deputado de esquerda Roberto Sánchez. Essa disputa acirrada resultou em semanas de apuração dos votos.
De acordo com o JNE, Keiko obteve 9.223.396 votos, equivalentes a 50,135% dos válidos, enquanto Sánchez recebeu 9.173.755 votos, ou 49,865%. Essa margem é uma das mais estreitas na história recente do Peru.
Uma trajetória marcada por tentativas
Esta é a quarta vez que Keiko Fujimori tenta a presidência, tendo enfrentado derrotas nas eleições de segundo turno em 2011, 2016 e 2021. Durante sua campanha, ela defendeu um endurecimento nas políticas de combate ao crime e fez referência ao legado de seu pai, Alberto Fujimori, ex –presidente do país.
A cerimônia de posse contará com a presença de autoridades internacionais e chefes de Estado. Entre os convidados já confirmados estão Daniel Noboa, presidente do Equador; José Raúl Mulino, presidente do Panamá; e Christopher Landau, vice-secretário de Estado dos Estados Unidos.
Na véspera da posse, Keiko se reuniu com líderes estrangeiros como o rei Felipe VI da Espanha e o ministro das Relações Exteriores do Japão, Horii Iwao.
Embora tenha enviado convite ao Planalto brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve comparecer à cerimônia. Em seu lugar, deve ser representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que considerou participar da posse mas decidiu ficar no Brasil para articular apoio político dentro do país.
Nomeações ministeriais antes da posse
No dia anterior à sua posse, Keiko anunciou a nomeação dos principais ministros que farão parte de seu gabinete. Elmer Cuba foi escolhido para assumir o Ministério da Economia; Carlos Espa ficará responsável pelas Relações Exteriores; e Luis Galaterra, que foi vice na campanha de Fujimori, foi designado como primeiro-ministro e chefe de gabinete.
Keiko Fujimori tem 51 anos e é a mais velha dos quatro filhos de Alberto Fujimori e Susana Higuchi, falecida em 2021. Em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, ela revelou que inicialmente não considerava entrar para a política e que seu objetivo era ser empresária.
Para isso, estudou Administração de Empresas e fez mestrado nos Estados Unidos.
Propostas para segurança e economia
No seu plano de governo voltado à segurança pública, Fujimori propõe a criação de centros interligados de comando e vigilância por todo o Peru. Esses centros utilizarão inteligência artificial para analisar dados sobre criminalidade em tempo real e auxiliar na coordenação em situações emergenciais.
Além disso, para combater a corrupção no governo peruano, Keiko sugere fortalecer os processos de controle orçamentário e ampliar os poderes da Controladoria-Geral da República. No âmbito econômico, propõe também simplificar os procedimentos exigidos às pequenas e médias empresas para evitar custos considerados desnecessários.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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