Justiça do RJ condena três PMs do “novo Escritório do Crime”; um deles pega 63 anos de prisão

Sentença mantém a prisão preventiva de dois PMs, determina a exclusão de dois da corporação após o trânsito em julgado e envia o caso do capitão Alessander.

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A PM informou que foram apreendidos dois casacos, um capacete, um celular e a motocicleta utilizada pelo suspeito | Foto: Reprodução/CNN Brasil
A PM informou que foram apreendidos dois casacos, um capacete, u...
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A Justiça do Rio de Janeiro condenou três policiais militares apontados como integrantes do “novo Escritório do Crime”. Segundo a acusação, o grupo formava uma organização criminosa que cometia crimes violentos, como sequestros e homicídios por encomenda, e também vendia armas e munições de forma clandestina.

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Entre os condenados estão o sargento Bruno Marques da Silva, o “Bruno Estilo”, o capitão Alessander Ribeiro Estrella Rosa, o “Tenente Alessander”, e o cabo Diogo Briggs Climaco das Chagas, o “Briggs”. A CNN Brasil procurou a Polícia Militar do Rio de Janeiro e tentou localizar a defesa dos citados, mas o espaço segue aberto para manifestações.

Penas de prisão e perda de cargo na PM

Bruno Estilo foi condenado a 63 anos de prisão, em regime inicial fechado, além de 168 dias-multa, por integrar a organização criminosa. Já Bruno e Alessander receberam, cada um, 27 anos de prisão no mesmo regime, mais 44 dias-multa, e a sentença manteve a prisão preventiva dos dois.

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A Justiça também determinou a exclusão de “Bruno Estilo” e “Briggs” dos quadros da Polícia Militar, medida que passa a valer após o trânsito em julgado. No caso do capitão Alessander, o processo segue para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que vai analisar uma possível perda do posto e da patente, também depois do trânsito em julgado.

Como o grupo planejava e executava os assassinatos

As investigações reuniram conversas, áudios, imagens e registros de negociações envolvendo armas de fogo de grosso calibre, carregadores e munições. Para o Ministério Público, as mensagens mostram uma estrutura com tarefas divididas e ligações com integrantes da milícia.

A denúncia aponta Thiago Soares Andrade Silva, conhecido como “Ganso”, “Batata” ou “Soares”, como quem encomendava os homicídios.

Fábio Romualdo Mendes morreu em Vargem Pequena, em setembro de 2021, e Neri Peres Júnior foi assassinado em Realengo, no mês seguinte. Conforme o MP, os dois crimes ocorreram em plena luz do dia, com vários disparos, depois de monitoramento e tentativas de emboscada.

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Neri recebeu tiros de fuzil e pistola em 4 de outubro de 2021, por volta das 12h50, numa área movimentada de Realengo. A denúncia afirma que o grupo tentou matá-lo em pelo menos quatro ocasiões, sem sucesso por motivos diferentes.

Fábio foi executado em 29 de setembro de 2021, por volta das 9h, na Estrada dos Bandeirantes, em Vargem Pequena. Ele dirigia quando foi cercado e atingido por diversos disparos, sem chance de reagir. Segundo a denúncia, Thiago também teria encomendado o crime, e Bruno, Anderson e Rodrigo teriam ficado com o planejamento, o monitoramento e a execução.

Uma tentativa anterior, em uma barbearia, falhou porque Fábio não apareceu no local.

Papel dos PMs no comércio ilegal de armas

A denúncia também descreve negociações clandestinas de armamentos envolvendo policiais. Bruno Estilo aparece como participante do planejamento e da execução de homicídios e, ao mesmo tempo, como negociador de armas, carregadores e munições. Já Alessander e Diogo, segundo a acusação, forneceram material bélico ao grupo, inclusive armas desviadas de apreensões policiais.

Sobre Alessander, o Ministério Público afirma que ele manteve vínculo estável com a organização, fornecendo armas e munições e recebendo pagamentos periódicos de R$ 500. As conversas analisadas pelos investigadores indicam negociações em diferentes ocasiões.

Há ainda registros atribuídos a Diogo em outubro e novembro de 2021, além de provas digitais e mensagens que, na avaliação da acusação, mostram a articulação entre os envolvidos.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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