Juiz aceita denúncia contra Deolane Bezerra e Marcola em caso ligado ao PCC

Justiça torna réus Deolane Bezerra, Marcola e outras quatro pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro, em desdobramento da Operação Vérnix.

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| Reprodução/Instagram @deolane – 9.mai.2026

O juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau (SP), aceitou em 18 de junho de 2026 a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. A decisão tornou réus a influenciadora Deolane Bezerra, Marcola e outras quatro pessoas em um processo que investiga os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O caso está diretamente ligado aos desdobramentos da Operação Vérnix, um grande inquérito que apura conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Operação Vérnix: acusações e situação dos réus

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente, e foi protocolada pelo promotor Lincoln Gakiya, juntamente com outros seis membros do Ministério Público. O processo envolve, no total, seis investigados que agora respondem criminalmente: Deolane Bezerra, Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e Everton de Souza.

Com o recebimento da peça acusatória, o processo segue em fase de instrução, momento em que os réus terão o direito de apresentar sua defesa e contestar as imputações. Enquanto o processo tramita, Deolane Bezerra permanece sob custódia preventiva no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista.

Em um movimento processual paralelo, o magistrado também rejeitou um pedido feito pela defesa de Deolane, que buscava a transferência de sua custódia, reforçando a continuidade do processo judicial contra os envolvidos.

Mecanismos de lavagem de dinheiro e defesas jurídicas

A investigação aponta para um esquema complexo de movimentação financeira, focado na lavagem de dinheiro. Segundo os autos, o esquema utilizava a movimentação de recursos ilícitos para ocultar sua origem, um crime grave que visa desestabilizar o sistema econômico.

As defesas apresentadas pelos acusados contestam as acusações, argumentando que as transações financeiras em questão não possuem o nexo causal com atividades criminosas. Os advogados defendem a inocência de seus clientes, buscando demonstrar a legalidade de cada transação.

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Em um movimento estratégico, os advogados buscaram a revisão das condições de prisão, alegando que o cerne da acusação reside em fatos que não justificam a manutenção do estado de custódia cautelar. Contudo, o Ministério Público manteve a acusação, reforçando a gravidade dos indícios de envolvimento em crimes financeiros.

A complexidade do caso exige um profundo exame de todas as provas, que serão analisadas em audiências futuras, determinando o curso da ação penal e o destino dos acusados.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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