Justiça de São Paulo aceita denúncia e torna Deolane Bezerra e Marcola réus por lavagem de dinheiro

A influenciadora, o líder do PCC e familiares dele vão responder por lavagem de dinheiro e organização criminosa; as defesas negam as acusações.

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Montagem de Deolane e Marcola: alvos de operação contra lavagem de dinheiro do PCC | Foto: Reprodução
Montagem de Deolane e Marcola: alvos de operação contra lavagem ...
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A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a influenciadora Deolane Bezerra Santos e Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, tornando-os réus por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça na terça-feira, 16 de junho de 2026, e inclui outros envolvidos no esquema, como Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Everton de Sousa, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Denúncia e tipificação dos crimes

Segundo a investigação concluída, o grupo estava envolvido em um esquema milionário de lavagem de dinheiro que operava através da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O Tribunal considerou que havia evidências suficientes para acusá-los dos crimes previstos na Lei nº 12.850/2013, referente à Organização Criminosa, e na Lei nº 9.613/1998, que trata da Lavagem de Capitais.

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Ambos os crimes foram praticados de forma reiterada e com o uso da estrutura da mencionada facção.

A advogada criminalista Beatriz Alaia Colin explicou que para a caracterização do crime de organização criminosa é necessário demonstrar a estabilidade e permanência do vínculo entre os membros do grupo, além da existência de uma estrutura organizacional com divisão clara de tarefas.

Para esse tipo penal, as penas variam de três a oito anos de reclusão.

Esquema de lavagem de dinheiro

No caso específico da lavagem de dinheiro, a especialista esclareceu que se trata da mistura de recursos provenientes de atividades ilícitas com dinheiro legal, criando uma aparência lícita. A prática conhecida como “smurfing”, que envolve depósitos fracionados para dificultar o rastreamento das transações financeiras, foi atribuída a Deolane Bezerra.

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Essa técnica é frequentemente utilizada por organizações criminosas para evitar limites impostos por autoridades financeiras.

Pela Lei de Lavagem de Dinheiro, se condenados, os réus podem receber penas de três a dez anos de reclusão. A simultaneidade dos crimes pode agravar as penas, já que configura concurso material de delitos, resultando na soma das penas em caso de condenação.

Próximos passos no processo judicial

Com a aceitação da denúncia, os réus terão o direito à ampla defesa. Eles serão notificados pessoalmente e devem apresentar suas respostas à acusação em um prazo máximo de dez dias. Após essa etapa, o juiz analisará se há fundamentos para absolvição ou se o processo deve avançar para audiência de instrução e julgamento.

Marcola está preso desde 1999 e cumpre pena em regime de segurança máxima em Brasília desde 2019. Everton está detido no Centro de Detenção Provisória de Caiuá, e Alejandro também está preso, na Penitenciária Federal em Brasília.

Paloma e Leonardo estão foragidos no exterior.

A defesa dos acusados já se manifestou sobre a denúncia aceita pela Justiça. Os advogados afirmaram que essa fase inicial não implica culpa e reiteraram a inocência de Deolane Bezerra. Além disso, destacaram que sua cliente possui rendimentos com origem lícita e não possui vínculos com atividades criminosas.

Por outro lado, a defesa de Marcola contestou as acusações afirmando que ele está sob severas restrições em um presídio federal e não poderia ter participado dos atos investigados. A família também refutou as imputações feitas pela acusação e destacou que laços familiares não devem ser confundidos com participação criminosa.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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