Ataque à igreja que deixou 9 mortos leva Jordânia a bombardear Síria e matar mais de 20 militantes
A Jordânia afirmou na terça-feira (27) que suas forças mataram mais de 20 militantes do Estado Islâmico em ataques aéreos no sul da Síria. Os bombardeios vieram depois de um ataque mortal a uma igreja na Jordânia, que as autoridades atribuíram a militantes que atuam do outro lado da fronteira.
Os ataques aumentaram as tensões entre dois aliados dos Estados Unidos. A Síria afirmou que os bombardeios mataram sete pessoas, incluindo três crianças e uma mulher.
Jordânia bombardeou esconderijos após ataque à igreja
Na segunda-feira (26), a força aérea jordaniana atacou o que descreveu como esconderijos de militantes no sul da Síria. Segundo o governo, os suspeitos do atentado à igreja da semana passada tinham ligações com “grupos terroristas” baseados naquela região.
Autoridades de segurança da Jordânia informaram, em separado, que dois irmãos e o cunhado deles foram presos após um tiroteio relacionado ao ataque. O atentado à igreja deixou nove mortos.
Governo de al-Sharaa diz buscar conter o extremismo
A Jordânia é parceira de longa data dos EUA na luta contra o extremismo. Já a Síria é governada por islamitas liderados pelo presidente Ahmed al-Sharaa, que quer restaurar as relações do país com o Ocidente desde que derrubou o antigo governante Bashar al-Assad, em 2024.
Mesmo com a ofensiva, o governo sírio afirmou que está trabalhando para conter o extremismo. Do lado jordaniano, o ministro da Comunicação do Governo, Mohammed al-Momani, lamentou as vítimas civis em publicação na rede social X.
Moradores relatam explosão e famílias atingidas em Al-Mismiyah
O morador local Salah Mahwash conversou com a Reuters durante o funeral de quatro pessoas, incluindo três crianças, em Al-Mismiyah, no sul da Síria. Ele descreveu a noite do bombardeio com explosão por volta das 22h.
“Por volta das 22h, houve uma explosão e o som de aviões sobrevoando a área. Fomos até o local e encontramos uma família pobre cujo pai havia desaparecido durante os acontecimentos e estava preso na prisão de Sednaya.”
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Redação Internacional
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