Jeep Avenger nacional, que será produzido em Porto Real (RJ), é flagrado em testes
O Jeep Avenger, que chega ao Brasil como um utilitário de entrada, mais compacto que os outros modelos da marca, será produzido na fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro.
O design já era esperado: o modelo nacional segue o visual da versão europeia. O carro foi flagrado pelo fotógrafo Diogo Dias durante testes em Resende (RJ), revelando detalhes antes do início das vendas, previsto para os próximos meses.
Detalhes visuais vistos nas unidades testadas
O Jeep Avenger 2027 apresenta faróis full-led retangulares e mais estreitos que se integram diretamente com as sete fendas tradicionais da grade frontal; estas últimas estão agora fechadas ou possuem inéditos filetes iluminados na parte superior do veículo.
Observou-se também o design dos parachoque dianteiro: ele exibe recortes verticais combinados a uma ampla área de plástico fosco. Essa solução não só ajuda em ângulos críticos, como ataque e saída, mas promete baratear reparos diários para os proprietários no dia a dia.
Além disso, foram notáveis detalhes decorativos chamados “easter eggs”, incluindo um ícone “play” aplicado sobre metalizado e até mesmo desenhos mais lúdicos — há fotos que mostram bicicletas aplicadas ao parabrisa e montanhas desenhadas nos vidros traseiros do carro flagrado por Diogo Dias Quatro Rodas.
Tecnologia embarcada e opções laterais
No aspecto tecnológico interno, o veículo já foi visto equipado com equipamentos geralmente reservados aos modelos topo de linha da plataforma CMP. Isso inclui câmera e radar para os sistemas ADAS, como o piloto automático adaptativo, além de freios a disco nas quatro rodas.
Nas lateralidades, as versões nacionais poderão contar desde conjuntos completos em aro 16 polegadas até rodados mais sofisticados: liga leve de impressionantes 18 pol, finalizados no acabamento diamantado; nesses cubos das rodas estarão detalhes estilizando elementos do clássico Jeep CJ.
Motorização híbrida flexível
Sob o capô, há uma novidade significativa na mecânica. O Avenger será equipado com um conjunto que combina três cilindros e um bloco turboflex acoplado a sistema híbrido leve de 12V, utilizando câmbio CVT simulando sete marchas para otimizar consumo em ambiente urbano.
Nesse conjunto, um gerador elétrico assume as funções do alternador e do motor de arranque, auxilia nas arrancadas e desliga temporariamente o motor a combustão em desacelerações, para economizar combustível.
Dimensões compactas com acabamentos refinados
Embora seja um carro menor — ficando abaixo dos modelos Citroën Aircross e Peugeot 2008 —, suas medidas são bem definidas: possui comprimento total de 4,08 m (apenas 1 cm mais curto que o Fiat Pulse), largura em torno de 1,78m e altura máxima de 1,53m.
O entre-eixos é de 2,56 metros, inferior ao do Chevrolet Tracker.
A cabine interna também recebeu atenção especial no design; a Jeep já divulgou imagens mostrando melhorias nos acabamentos gerais comparadas às versões anteriores europeias vistas até agora. O painel superior central utiliza um plástico com cor contrastante para dar brilho visualmente diferente da porção abaixo — onde ficam os comandos físicos (botão de partida) —, que ganha revestimento sintético aparente costuras e toque macio na mão.
Preços estimados em quatro configurações
Os compradores terão opções variadas, pois Stellantis planeja oferecer uma ampla gama ao mercado brasileiro. O utilitário deve chegar às concessionárias nos próximos meses, no nicho dos SUVs compactos mais acessíveis.
A marca estimou preços para as versões: o Avenger Altitude deve custar R$ 120 mil, e o Longitude, cerca de R$ 130 mil.
As duas últimas edições são ainda mais caras e completas na proposta comercial da montadora brasileira:
O Jeep Avenger Sahara tem preço estimado em torno de R$ 140 mil.
E por fim, existe a opção Limited, que será vendida pelo valor aproximado de R$ 150.000 para o consumidor final brasileiro neste ano. A chegada do modelo promete intensificar uma disputa acirrada nos pátios das lojas contra rivais como Fiat Pulse ou Peugeot 2008, mas é um risco calculado pela Stellantis.
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