Jaques Wagner diz que negociou imóvel de R$ 2,5 milhões em Salvador para a filha

Senador do PT-BA negocia imóvel de R$ 2,5 milhões em Salvador, sob investigação da Polícia Federal por suspeitas de favorecimento bancário

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A Polícia Federal citou a compra de ingressos para camarote em favor de familiares do senador Jaques Wagner (PT-BA) em investigação sobre a relação ilícita entre gestores do Banco Master e o congressista. | Sérgio Lima/Poder360 – 2.abr.2024 | Foto: Reprodução
A Polícia Federal citou a compra de ingressos para camarote em f...
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O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, confirmou nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, que negociou a compra de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões. O negócio envolve um imóvel em Salvador, Bahia, e está sob investigação da Polícia Federal (PF) em decorrência de apurações sobre a operação que investiga transações ligadas ao Banco Master.

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A ação policial busca determinar se a compra do bem foi realizada em troca de serviços prestados por Wagner em benefício de interesses relacionados à instituição financeira.

Detalhes da negociação do imóvel em Salvador

Em entrevista concedida à BandNews, o senador explicou que seu interesse na propriedade era ajudar sua filha a adquirir o apartamento. O bem, localizado no bairro Horto Florestal, é um empreendimento em construção e faz parte do condomínio Poème Horto, situado na Rua da Sapucaia.

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A unidade específica mencionada nos autos é a 1702, com o valor de avaliação de R$ 2,5 milhões.

Segundo o relato do parlamentar, a dinâmica sugerida por Wagner envolveu uma proposta de compra e posterior recompra do imóvel. Ele detalhou que, como a construção ainda não estava concluída, seria necessário que sua filha vendesse outro bem ou utilizasse recursos próprios para complementar o pagamento, ou que optasse pelo financiamento bancário.

A Moura Dubeux é a construtora responsável pelo empreendimento, e a previsão de entrega das unidades é para setembro de 2026. A negociação, portanto, se desenrola em um contexto de ativos imobiliários em fase de acabamento, o que adiciona complexidade jurídica e financeira ao processo de aquisição.

Posicionamentos dos envolvidos

Em relação ao escopo das investigações, Wagner fez questão de negar qualquer tipo de transferência de patrimônio para si. Ele afirmou que não mantém negócios diretos com o Banco Master nem com o CredCesta, o cartão consignado que originou a atuação da instituição financeira na modalidade de crédito para servidores públicos.

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O líder também delimitou seu patrimônio, declarando que possui apenas o apartamento onde reside e um sítio localizado em Andaraí, bens estes que estão devidamente registrados no Imposto de Renda.

Por sua vez, a defesa de Augusto Lima emitiu uma nota formal, afirmando que as diligências realizadas pela Polícia Federal são desnecessárias. Os advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebastián Mello argumentaram que Augusto Lima está à disposição das autoridades há seis meses para esclarecer todos os fatos em apuração.

A nota jurídica reforçou que as medidas investigativas, embora não consideradas necessárias, contribuirão para demonstrar que os fatos apurados até o momento são rigorosamente lícitos. Os representantes legais reiteraram que Augusto Lima sempre agiu dentro dos limites da lei, pautado pela transparência, responsabilidade técnica e estrita observância das normas que regem tanto o sistema financeiro quanto a administração pública.

A complexidade do caso envolve não apenas a transação imobiliária, mas também o histórico de operações financeiras do Banco Master e a atuação de seus sócios, colocando em xeque a legalidade das movimentações de ativos e a relação entre o patrimônio privado e os interesses corporativos.

A situação exige o acompanhamento cuidadoso das autoridades e dos advogados envolvidos, que buscam reafirmar a legalidade de cada passo dado por Augusto Lima no mercado financeiro.

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