Itamaraty convoca encarregada de negócios de Israel após vídeo de Ben Gvir

Itamaraty convocou Rasha Athamni, chefe da embaixada de Israel, após vídeo de Ben Gvir com ativistas da flotilha ajoelhados; Brasil pede libertação de quatro brasileiros.

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Foto: Reprodução

Itamaraty convoca embaixadora de Israel para esclarecimentos

O Itamaraty convocou Rasha Athamni, chefe da embaixada de Israel no Brasil, para obter esclarecimentos sobre um vídeo divulgado por Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel. No vídeo, ativistas de uma flotilha humanitária com destino a Gaza aparecem ajoelhados, com as mãos amarradas nas costas.

Os integrantes da embarcação, que segundo a organização Global Sumud eram cerca de 50, estavam organizados em fileiras enquanto o ministro os observava e filmava. As imagens foram compartilhadas no Telegram de Ben Gvir.

Em uma nota oficial, o ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou a ação das autoridades israelenses, chamando-a de “degradante e humilhante”. O Itamaraty também destacou que a interceptação de embarcações da flotilha em águas internacionais é ilegal e pediu a libertação imediata dos ativistas, incluindo quatro cidadãos brasileiros que estão entre os detidos.

Reações internacionais e posicionamento de Israel

Outros países, como Espanha, Itália e França, assim como a ONU (Organização das Nações Unidas), também se manifestaram sobre as imagens divulgadas pelo ministro israelense. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenou a atitude de Ben Gvir, afirmando que ela “não está em consonância com os valores e normas” do país.

No entanto, o comunicado do gabinete de Netanyahu ressalta que Israel tem o direito de impedir a entrada de “flotilhas provocativas de apoiadores terroristas do Hamas” em suas águas territoriais.

O governo brasileiro expressou sua indignação em relação ao tratamento degradante e humilhante imposto por autoridades israelenses, especialmente pelo ministro Itamar Ben Gvir, aos participantes da Flotilha Global Sumud. O Brasil reiterou seu repúdio à interceptação das embarcações em águas internacionais e à detenção de seus integrantes, considerando ambas as ações ilegais.

O governo brasileiro exige a libertação imediata de todos os ativistas detidos, incluindo os quatro cidadãos brasileiros, e pede pleno respeito aos direitos e à dignidade dos envolvidos, em conformidade com os compromissos internacionais assumidos por Israel, como a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes.

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