Irã e Israel ampliam ataques a instalações de energia, e conflito ameaça o Estreito de Ormuz

A analista Ana Prestes avalia que o Irã passou a ditar o ritmo da guerra, com ataques a infraestrutura energética e controle seletivo do Estreito de Ormuz.

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Foto: AFP

Escalada no Oriente Médio: guerra entre Irã e Israel entra em nova fase

O conflito entre Israel e Irã atingiu um novo patamar de intensificação, com bombardeios israelenses em instalações de gás no Irã e contra-ataques com mísseis de Teerã contra Tel Aviv. A situação, marcada pela ausência de diplomacia efetiva, levanta preocupações sobre o futuro da região.

Diplomacia em Xeque

A analista internacional Ana Prestes ressalta que a maior parte das negociações, cerca de 80%, está sendo conduzida fora do âmbito diplomático. “O Irã tomou a narrativa e tem dado as cartas”, afirma. Ela destaca que a fala de Donald Trump, no início do conflito, de buscar uma “mudança de regime” no Irã, perdeu força com o tempo, não se concretizando.

A declaração recente de Trump, mencionando que ele e os Estados Unidos controlariam o Estreito de Ormuz, demonstra uma mudança significativa em relação às primeiras declarações.

Evolução da Ofensiva

Prestes descreve uma progressão na estratégia da ofensiva, que começou com ataques a bases militares americanas na região. Atualmente, os ataques se concentram em infraestruturas energéticas, abrangendo áreas do Irã. A especialista aponta uma crescente desconexão entre Israel e os Estados Unidos, com Israel influenciando os EUA a intensificar os ataques a estruturas energéticas iranianas.

Resistência Iraniana e Fragilidade da Coalizão

A analista enfatiza a fragilidade da coalizão liderada por Washington, evidenciada pelas declarações contraditórias dos EUA sobre o estado das infraestruturas iranianas. A resistência impressionante do Irã, que continua a ditar os próximos passos do conflito, contrasta com a aparente perda de controle da operação por parte de Israel e dos EUA.

Riscos de Expansão do Conflito

Prestes alerta para os riscos de escalada, questionando se o conflito pode se transformar em uma guerra mundial. Ela menciona a possibilidade de a Otan intervir no Estreito de Ormuz, o que poderia levar o Irã a atacar países membros da Otan. A especialista ressalta que o Irã controla o estreito e permite o trânsito de acordo com suas regras, indicando um controle seletivo e não uma obstrução cega.

Conclusão: incerteza e resistência

Diante da resistência iraniana e da fragilidade da coalizão liderada por Washington, o futuro do conflito permanece incerto. Israel e os Estados Unidos perderam o controle da situação, enquanto o Irã demonstra uma capacidade impressionante de ditar os próximos passos.

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O cenário indica uma fase de incerteza e potencial para uma escalada ainda maior no Oriente Médio.

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