Eisenkot supera Netanyahu por 67 a 46 e depende agora da escolha de Herzog, marcada para domingo

Herzog avalia vetos cruzados entre os blocos e, segundo veículos israelenses, articula um governo de unidade sem partidos árabes e ultraortodoxos.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU, em Nova York, em 24 de setembro de 2026. (Foto de TIMOTHY A. CLARY / AFP)
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa dura...
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O líder da oposição israelense, Gadi Eisenkot, obteve na quinta-feira, 5, um amplo apoio parlamentar para assumir o lugar do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Depois de contar com o respaldo dos partidos árabes, ele reuniu 67 indicações de parlamentares, contra 46 de Netanyahu, e 7 se abstiveram.

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Pelo critério tradicional, a missão de formar governo cabe a quem recebe mais apoios durante as negociações. Eisenkot superou o necessário em cinco indicações, mas a decisão final não está tomada. O presidente Isaac Herzog, responsável por escolher quem conduz as negociações, ainda não se definiu.

Herzog adia decisão e fala em vetos cruzados

Herzog afirmou que anunciará sua escolha no domingo, depois de mais uma rodada de conversas com líderes partidários. Ele reconheceu que os resultados parecem claros, mas disse que a lei lhe dá o poder de avaliar quem tem capacidade real de formar governo.

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Na visão dele, essa capacidade não está evidente por causa dos vetos mútuos entre os blocos e também dentro de cada um deles. Segundo vários veículos israelenses, Herzog articula nos bastidores um governo de unidade nacional com os partidos judaicos sionistas, fórmula que deixaria de fora tanto as legendas árabes quanto as ultraortodoxas.

Partidos árabes e aliados de Netanyahu se posicionam

Na quinta-feira, manifestantes foram à casa do presidente, em Jerusalém, pedir um governo de unidade entre Netanyahu e Eisenkot. Em outra região da cidade, israelenses defenderam a presença dos árabes no futuro governo.

A Lista Unida, principal partido árabe de Israel, anunciou na quinta-feira o apoio a Eisenkot. Em comunicado, a legenda disse que a decisão responde à demanda popular de impedir a volta de Netanyahu ao poder. O Ra’am, outro grande partido árabe-israelense, já tinha manifestado apoio a Eisenkot.

Os partidos árabes conquistaram uma votação histórica nas eleições legislativas do dia 27, com 19 deputados eleitos, número recorde para a bancada. Horas antes da votação desta quinta, o Judaísmo Unido da Torá (JUT), aliado de Netanyahu havia três décadas, decidiu não votar a favor, por causa de divergências sobre o serviço militar dos estudantes de escolas religiosas.

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A saída enfraqueceu as chances de Netanyahu voltar a formar governo.

Yashar cobra indicação e cita falta de maioria

O partido Yashar, que é presidido por Eisenkot, pediu a Herzog que indique o próprio líder para formar o governo. Segundo o site do jornal Times of Israel, a legenda observou que esse total de apoios é o maior já dado a um candidato para formar governo desde 2015.

“Binyamin Netanyahu é um primeiro-ministro interino liderando uma minoria de apenas 46 cadeiras”, diz o partido. “Ele não tem mandato, não tem maioria e não goza da confiança do público.”

Para obter a maioria das 120 cadeiras da Knesset, são necessários 61 deputados, e ninguém chegou a esse número na eleição. O bloco de Netanyahu ficou com 53 assentos, contra 48 do grupo opositor, e desde então os dois lados negociam alianças. Herzog tem até quarta-feira para tomar a decisão.

O candidato escolhido terá 28 dias para montar um governo, prazo que pode ser estendido por mais 14 dias. Se ele fracassar, o presidente encarrega outra pessoa. Se o impasse continuar, novas eleições serão convocadas.

Oposição a alianças com árabes ameaça o bloco anti-Netanyahu

No papel, o bloco contrário a Netanyahu aparece como favorito. Na prática, porém, vários dirigentes desse grupo rejeitam qualquer aliança com os árabes. Em uma sociedade ainda marcada pelos ataques de 7 de outubro de 2023, um acordo com os palestinos de Israel, nome também usado para os cidadãos árabes israelenses, que somam cerca de 20% da população, poderia gerar rejeição de parte do eleitorado judeu.

Uma alternativa seria Eisenkot comandar um governo minoritário, apoiado indiretamente pelos votos dos partidos árabes na Knesset. Essa fórmula, no entanto, é recusada por Avigdor Liberman, nacionalista e um dos pilares da oposição. Netanyahu conhece essas resistências e, por isso, ataca reiteradamente os partidos árabes, que acusa de serem “terroristas” e de quererem “islamizar Israel”.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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