Irã executa quatro homens acusados de espionagem em meio a crescente repressão política

Irã executa quatro homens acusados de espionagem
O Irã executou quatro homens nesta semana, alegando que eles tinham vínculos com os serviços de inteligência de Israel, conforme reportado pela agência de notícias estatal Mizan. Na terça-feira (21), Mehdi Farid foi executado após as autoridades afirmarem que ele teria fornecido informações confidenciais ao Mossad.
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Além de Farid, outros três homens identificados como espiões do Mossad também foram executados no início da semana: Amirali Mirjafari, Hamed Validi e Mohammad Masoum Shahi. Teerã possui um histórico de alegações de espionagem relacionadas a Israel, frequentemente resultando em penas de morte.
Histórico de execuções no Irã
O país também tem executado dissidentes que participaram de protestos contra o regime em janeiro. De acordo com relatório divulgado recentemente pelas organizações Juntos Contra a Pena de Morte (ECPM) e Direitos Humanos do Irã (IHR), pelo menos 1.639 pessoas foram executadas em 2025, o maior número anual desde 1989.
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O relatório destaca que, devido à falta de transparência no sistema judiciário iraniano, o número real de execuções pode ser ainda maior. Raphaël Chenuil-Hazan, diretor executivo do ECPM, afirmou que “a pena de morte no Irã é utilizada como uma ferramenta política de opressão e repressão, com minorias étnicas e grupos marginalizados sendo desproporcionalmente representados entre os executados”.
Editoria:
Redação Internacional
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