Irã e EUA iniciam conversas indiretas mediadas pelo Catar

Irã e Estados Unidos retomam diálogo técnico mediado pelo Catar para desatar impasse nas negociações diplomáticas.

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Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf | Foto: Reprodução
Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf | Foto...
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Autoridades iranianas estão em Doha para conversas indiretas com os Estados Unidos, mediadas pelo Catar, um dia depois de os negociadores americanos Steve Witkoff e Jared Kushner se reunirem com o primeiro-ministro catari.

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Fontes informaram à Al Jazeera que as negociações técnicas entre Irã e EUA já começaram no Catar. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, esclareceu, porém, que não há previsão de encontros presenciais entre altos funcionários dos dois países.

Três grupos técnicos

Os grupos técnicos tratam de temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano, os mecanismos diplomáticos e as formas de devolução de fundos iranianos congelados no exterior.

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Acordo entre Irã e Omã

Em paralelo, Irã e Omã firmaram um acordo separado sobre as “questões legais” relacionadas à administração dos serviços marítimos no Estreito de Ormuz.

Exigências iranianas

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou as condições para um acordo final. Segundo ele, o prazo de 60 dias previsto no memorando de entendimento pode ser estendido até que todas as sanções primárias e secundárias impostas pelos EUA ou pelo Conselho de Segurança da ONU sejam retiradas.

Ghalibaf afirmou ainda que as negociações com Washington não avançarão sem a implementação das cinco cláusulas previstas no documento inicial, entre elas o fim dos confrontos no Líbano, garantias para as exportações de petróleo iranianas e a liberação dos ativos do Irã congelados em diversas jurisdições.

Célula de desconflito

Ghalibaf também mencionou um acordo entre Teerã, Washington e Beirute para criar uma “célula de desconflito”. Irã e EUA já nomearam representantes, e a expectativa é de que a operação comece depois que o Líbano fizer o mesmo. Segundo ele, o mecanismo busca proteger a soberania do Líbano.

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Em paralelo, um outro acordo, mediado por Washington, trata da segurança de Israel.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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