Impacto com Asteroide Transformou Lua de Marte Em ‘Batata

Simulação aponta o impacto com 320 metros. Para entender como Deímos sofreu essa transformação geológica em seu passado distante, pesquisadores utilizaram modelos computacionais complexos capazes de simular colisões entre corpos feitos de material rochoso.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O estudo testou cerca de cem cenários diferentes, variando fatores cruciais no evento: desde o tamanho do asteroide até os ângulos e estruturas internas envolvidas na colisão.
A pequena lua Deímos, em órbita de Marte, pode ter passado por um evento cataclísmico: o impacto registrado pela ciência sugere uma colisão asteroide foi responsável tanto pelo seu formato irregular quanto pelos traços lisos observados na superfície. Um novo trabalho científico publicou simulações que indicam ser suficiente apenas um único choque para criar uma enorme cratera no polo sul do satélite. Esse ocorrido teria espalhado uma camada densa de poeira e detritos rochosos, transformando completamente a aparência natural da Lua vermelha — inclusive explicando porque ela possui muito menos marcas superficiais comparada à sua irmã mais próxima, Fobos.
Os resultados obtidos foram então cruzados por comparação direta às imagens capturadas pela missão Hera da Agência Espacial Europeia (ESA), durante um sobrevoo realizado ainda em março de 202
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Segundo a equipe que realizou as pesquisas, apenas uma configuração específica conseguiu reproduzir com maior fidelidade todas essas observações históricas feitas pelo telescópio espacial.. O impacto espalhou poeira cobrindo antigas marcas
A simulação mais precisa aponta para o momento em que um asteroide medindo aproximadamente 320 metros atingiu Deímos sob um ângulo estimado de cerca de graus.
Esse choque não só lançou enormes quantidades de fragmentos por toda superfície lunar quanto formou também uma camada superficial composta pela mistura desses detritos e da própria poeira. Essa cobertura, segundo os autores do estudo, pode alcançar até 200 metros de profundidade localmente.
Como consequência direta desse material espalhado, muitas crateras antigíssimas ficaram parcialmente cobertas ou apagadas pelo novo manto rochoso, conferindo a aparência mais lisa que o satélite apresenta hoje em comparação com Fobos. Apesar dessa intensa redistribuição de matéria na lua inteira — um processo suficientemente forte para alterar sua face —, as imagens registradas ainda mostram contornos das marcas pré colisão sob essa camada superficial recém – formada.
Leia também
Estrutura interna e futuro da exploração marciana
Além do evento chocante no passado recente (em termos geológicos), os modelos computacionais também sugeriram algo sobre Deímos: seu interior provavelmente é altamente poroso. Essa característica teria sido fundamental ao amortecer ondas sísmicas geradas pelo impacto, o que explica a preservação parcial dos traços superficiais.
Os pesquisadores compararam esse achado com corpos chamados “rubble piles”, ou pilhas de escombros — estruturas formadas principalmente pela gravidade mantendo fragmentos rochosos unidos. Ainda há grandes dúvidas científicas quanto à origem das luas marcianas; algumas hipóteses apontam para captura gravitacional e outras sugerem formação após um grande evento no próprio planeta Marte.
No entanto, os cientistas esperam contar com dados da missão MMX (Martian Moons exploration), desenvolvida pela Agência Espacial Japonesa (JAXA). A espaçonave deverá chegar ao sistema marteano por volta do ano 2027, onde fará observações detalhadas de Fobos em questão de dois anos consecutivos. O plano inclui coletar amostras superficiais tanto na lua Deímos quanto em outros pontos, sendo que o retorno dessas valiosas muestras à Terra está previsto apenas para .
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



