IG4 negocia aquisição do controle da Raízen até março de 2027, dependendo de aprovação dos credores

IG4 busca adquirir o controle da Raízen até março de 2027, dependendo da aprovação dos credores após a reestruturação de R$ 65 bilhões da empresa

23/06/2026 10:31

3 min

Logotipo da Raizen é visto em São Paulo
Logotipo da Raizen é visto em São Paulo

A gestora de private equity IG4 está em negociações para concluir a aquisição do controle da produtora de açúcar e etanol Raízen até o fim de março de 2027, dependendo, no entanto, da aprovação dos credores à sua proposta de compra. A informação foi confirmada por executivos da IG4 em entrevista à Reuters na segunda-feira, 22 de agosto.

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Contexto da Aquisição

Recentemente, a IG4 tornou-se co-controladora da petroquímica Braskem, em parceria com a Petrobras. Agora, a gestora volta suas atenções para a Raízen, que passou por um processo significativo de reestruturação de dívida, totalizando R$ 65 bilhões.

Esse processo foi considerado a maior recuperação extrajudicial já realizada no Brasil. A expectativa é que a reestruturação seja finalizada até março do ano que vem, o que é crucial para a IG4 garantir o controle da empresa.

Os executivos da IG4 afirmaram que sua proposta de aquisição está condicionada à aceitação por parte dos credores que concordaram em converter parte da dívida em ações da Raízen. Essa estratégia visa não apenas assegurar o controle da produtora, mas também fortalecer o vínculo entre as partes envolvidas no processo de recuperação.

Detalhes da Proposta e Estratégia

O CEO recém-nomeado da IG4, Hélio Novaes, destacou que a empresa está ampliando seu foco no agronegócio, um setor que ainda apresenta grande potencial apesar das dificuldades enfrentadas. Paulo Mattos, co-fundador e presidente do conselho da IG4, mencionou que a oferta feita aos credores é não vinculante e inclui diversas opções de pagamento.

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Isso abrange tanto uma compensação em dinheiro quanto a possibilidade de os credores manterem participação na Raízen por meio de quotas em um fundo gerido pela IG4.

Ainda segundo Mattos, embora o valor exato oferecido aos credores não tenha sido divulgado, a proposta visa estabelecer uma base sólida para futuras negociações. A IG4 tem um histórico consolidado em assumir ou co-controlar empresas e acredita que uma reestruturação eficaz requer uma participação majoritária no capital social.

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Além disso, Mattos desmentiu rumores sobre o envolvimento do banco BTG no negócio, esclarecendo que este apenas investiu em fundos geridos pela IG4 e não possui participação controladora na gestora. A estratégia da IG4 se baseia na busca por colaborações positivas com as partes interessadas, evitando aquisições hostis.

De acordo com os executivos, caso consigam compromissos que representem 50% mais uma ação da Raízen, iniciarão negociações com os acionistas remanescentes. Entretanto, Rubens Ometto, presidente do conselho da Raízen, minimizou as especulações sobre a oferta da IG4 ao afirmar que se tratava apenas de um rumor e ressaltou que o mercado financeiro frequentemente gera ideias criativas.

A crescente equipe da IG4 e os recentes sucessos comerciais têm aberto novas perspectivas para investimentos maiores e mais complexos em diversas empresas. Essa abordagem pode sinalizar um novo capítulo para a gestora no competitivo cenário do agronegócio brasileiro.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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