EasyJet rejeita proposta de aquisição de 4,74 bilhões de libras feita pela Castlelake e aconselha

A easyJet reafirma sua posição de independência ao rejeitar a proposta da Castlelake

22/06/2026 13:46

3 min

Airbus A320-214, da empresa EasyJet
Airbus A320-214, da empresa EasyJet

O conselho da easyJet rejeitou a terceira proposta de aquisição feita pela Castlelake, que estava avaliada em 4,74 bilhões de libras. Apesar da negativa, a gestora americana solicitou que os acionistas considerassem seu plano de retirar a companhia aérea britânica de baixo custo do mercado.

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De acordo com os termos da oferta, os investidores que aceitassem receberiam 625 pence por ação em dinheiro, o que representa um prêmio de aproximadamente 59% sobre o preço de fechamento de 394,20 pence registrado em 28 de maio, antes que a Castlelake indicasse interesse na operação.

Histórico das Propostas e Rejeições

A Castlelake pediu aos acionistas que avaliassem sua proposta antes do prazo regulatório que se encerra na sexta-feira, quando a gestora deve anunciar uma intenção firme para formalizar uma oferta. Esta nova abordagem segue duas tentativas anteriores no último mês: uma proposta de 560 pence por ação, que foi rejeitada na terça-feira passada, e outra de 600 pence por ação, negada no sábado.

A última oferta foi recusada no domingo com unanimidade pelo conselho da easyJet, que considerou que a proposta ainda subavaliava significativamente o valor do negócio e suas perspectivas futuras.

A easyJet aconselhou seus acionistas a não tomarem nenhuma ação imediata em decorrência da oferta. O modelo apresentado pela Castlelake previa que o controle do veículo ofertante seria dividido entre 49% da gestora e 51% de cidadãos da União Europeia, além de outros possíveis investidores, visando atender às normas regulatórias do bloco europeu. “O conselho expressou sérias preocupações acerca do alto nível de alavancagem e das condições gerais da terceira proposta”, declarou a companhia.

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Impactos do Cenário Geopolítico no Setor Aéreo

A easyJet classificou a abordagem da Castlelake como oportunista e argumentou que o preço das ações está temporariamente deprimido devido ao atual cenário geopolítico. Desde o início do conflito entre os EUA e Israel contra o Irã, o setor aéreo tem enfrentado desafios significativos, incluindo alterações nas rotas e incertezas na demanda por viagens.

A empresa reafirmou sua meta de médio prazo de atingir um lucro anual antes dos impostos de 1 bilhão de libras e mantém confiança em sua estratégia independente.

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A Castlelake, com sede em Minneapolis, já detém uma participação de 2,14% na easyJet e declarou anteriormente que estava analisando uma oferta pela companhia aérea. A gestora indicou que qualquer proposta não seria inferior a 403,23 pence por ação, avaliando assim a empresa em cerca de 3,06 bilhões de libras.

Antes do anúncio do interesse da Castlelake, as ações da easyJet apresentavam uma queda acumulada de aproximadamente 22% durante o ano.

No mês passado, a easyJet emitiu um alerta sobre lucros devido ao aumento dos custos com combustível associados ao conflito no Oriente Médio e reportou uma perda maior antes dos impostos no primeiro semestre do ano fiscal. A Castlelake administra cerca de US$ 37 bilhões em ativos e possui investimentos no setor aéreo através de seu ramo de leasing de aeronaves.

Recentemente participou da reestruturação da companhia escandinava SAS, adquirindo uma participação significativa durante o ano passado.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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