IBGE aponta que Nordeste concentra 4,8 milhões de analfabetos, com taxa de 10,6% em 2025

Nordeste apresenta 4,8 milhões de analfabetos, mas políticas educacionais em estados como Ceará e Pernambuco mostram avanços na redução das desigualdades

19/06/2026 13:35

2 min

Índice caiu se comparado a 2024, quando ficou em 11,1%
Índice caiu se comparado a 2024, quando ficou em 11,1%

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) Educação 2025, divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que a região Nordeste concentra mais da metade dos analfabetos do Brasil.

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O estudo aponta que o país possui 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais em situação de analfabetismo, o que representa uma taxa geral de 4,9%. Para o IBGE, são considerados analfabetos aqueles que não conseguem ler um bilhete simples.

Distribuição Regional do Analfabetismo

Entre os 8,4 milhões de analfabetos, 4,8 milhões estão localizados no Nordeste, resultando em uma taxa de 10,6% para a região. Essa porcentagem é uma leve queda em comparação ao ano anterior, quando a taxa era de 11,1% em 2024. As demais regiões do país apresentam índices significativamente menores: o Norte registra 5,7%, o Centro-Oeste tem 3,3%, o Sul apresenta uma taxa de 2,4% e o Sudeste mostra apenas 2,3% de analfabetos.

Apesar do Nordeste ser a região com os maiores índices de analfabetismo no Brasil, Beatriz Alqueres, gerente de estratégias do Instituto Ayrton Senna, ressalta que a área tem se destacado por meio da implementação de políticas educacionais eficazes nos últimos anos.

Ela explica que estados como Ceará, Pernambuco e Piauí têm demonstrado que é possível acelerar a redução das desigualdades educacionais com foco em medidas adequadas.

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Políticas Educacionais e Resultados

Alqueres enfatiza que as experiências positivas nesses estados mostram que um investimento focado em boas práticas na educação pode gerar resultados significativos. “Quando há um comprometimento com a implementação correta das políticas, apoio aos municípios e formação adequada para os professores, além de estabelecer metas claras para alfabetização, é viável promover mudanças efetivas”, afirma.

A redução dos índices de analfabetismo no Nordeste é um reflexo do esforço conjunto entre governos estaduais e iniciativas privadas voltadas para a educação. A continuidade desse trabalho pode contribuir ainda mais para a diminuição das desigualdades regionais no Brasil.

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Com essas informações, fica evidente que apesar dos desafios persistentes na educação brasileira, há caminhos promissores sendo trilhados por algumas regiões. O investimento em políticas públicas voltadas à alfabetização pode ser fundamental para garantir um futuro melhor para as novas gerações.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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