Celina Leão exonera reitora da UnDF e nomeia Fernanda Massaro dos Santos para nova gestão

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), exonerou na terça-feira (28) Simone Pereira Costa Benck, reitora da Universidade do Distrito Federal (UnDF). A medida ocorreu em meio à crise institucional da faculdade e foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal.
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A exoneração aconteceu no mesmo dia em que a comunidade acadêmica realizou uma mobilização na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), exigindo a saída da gestora e medidas urgentes para resolver problemas administrativos e acadêmicos da universidade.
Nova gestão e expectativas acadêmicas
Para assumir o cargo, o governo nomeou Fernanda Massaro dos Santos, pesquisadora com doutorado e pós-doutorado na área de educação.
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Docentes e estudantes aguardam que a troca de comando abra caminho para negociações com os segmentos mobilizados. Eles denunciam a falta de diálogo da gestão anterior, a perseguição ao movimento grevista e a ausência de políticas estruturantes para a permanência estudantil.
Principais reivindicações da comunidade
As cobranças feitas pela comunidade acadêmica são amplas e visam a melhoria das condições de vida e estudo na UnDF. Entre as principais reivindicações estão:
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- Funcionamento de restaurante universitário.
- Ampliação dos auxílios estudantis.
- Melhores condições de funcionamento dos campi.
- Garantia de participação democrática nas decisões institucionais.
Há também críticas ao contrato milionário firmado para uso de estrutura privada, enquanto a comunidade defende o investimento em sedes próprias para a universidade pública.
Reação dos manifestantes e próximos passos
Após a exoneração, representantes estudantis classificaram a medida como “vitória da luta”, afirmando que a saída da reitora foi resultado da mobilização construída durante a greve. No entanto, reforçaram que o movimento segue ativo.
Os estudantes mantêm como pautas a garantia de permanência nos campi e a reformulação dos auxílios estudantis. Para os docentes, a mudança no comando da universidade deve ser acompanhada de reestruturação administrativa e respeito à autonomia acadêmica.
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A avaliação geral dos manifestantes é que a exoneração representa uma vitória parcial, mas não encerra o conflito. Os próximos dias serão decisivos para indicar se a nova gestão abrirá negociações com estudantes e professores e apresentará respostas concretas para a crise da principal universidade pública distrital.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



