Homens armados sequestram mulher e filha em clínica de saúde em Butembo, Congo

Homens armados sequestram mulher e filha em centro de saúde no Congo
Na noite de segunda-feira (15), homens armados invadiram uma clínica próxima a Butembo, na província de Kivu do Norte, e sequestraram uma mulher e sua filha, conforme informaram as autoridades nesta terça-feira (16). O incidente gerou preocupações sobre a propagação do vírus ebola na região.
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Os agressores, que estavam armados com facas, não foram identificados e seus motivos permanecem desconhecidos. Segundo um comunicado provincial ao qual a Reuters teve acesso, a criança de seis anos havia testado positivo para o ebola. A situação destaca como a insegurança e os ataques a profissionais de saúde estão dificultando os esforços para conter o surto no leste da República Democrática do Congo.
Apelo por ajuda e dados sobre o surto
O Dr. Lubambo Maboko Gaston, gerente de resposta a ocorrências de ebola no Kivu do Norte, afirmou à Reuters que ainda não foram encontradas as duas pessoas sequestradas. Ele fez um apelo para que elas se dirijam rapidamente a um centro de tratamento de ebola, alertando que seu retorno à comunidade pode agravar sua saúde e infectar familiares.
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Lubambo também informou que nenhum profissional de saúde ficou ferido no ataque.
O episódio ocorre em meio a uma série de ataques relacionados ao ebola no leste do Congo, incluindo ações recentes contra equipes de sepultamento seguro e centros de tratamento na província vizinha de Ituri. Até o momento, o Kivu do Norte registrou 67 casos confirmados e 38 mortes, tornando-se a segunda província mais afetada, atrás de Ituri, que concentra mais de 90% dos casos.
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Em nível nacional, o surto já infectou 837 pessoas e causou 196 mortes, conforme dados do governo divulgados nesta terça-feira.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.
