Haddad diz que resultado em SP não terá efeito automático na eleição de Lula

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta – feira (24) que uma eventual vitória de seu adversário no primeiro turno não vai enfraquecer automaticamente a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.
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A declaração foi dada durante sabatina promovida pelo portal Metrópoles.
Haddad foi questionado se a definição da eleição paulista já no dia 4 de outubro poderia prejudicar o palanque de Lula no maior colégio eleitoral do país. O petista descartou essa relação direta e citou exemplos de pleitos passados para embasar seu argumento.
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Disputas separadas e o peso do primeiro turno
Para Haddad, não existe um “automatismo” entre o resultado da eleição estadual e o desempenho do presidente na corrida nacional. Ele lembrou que em 2006, 2010 e 2014 a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes terminou no primeiro turno sem que isso impedisse a vitória de Lula na Presidência da República.
“Pode acabar no primeiro turno? Claro, só tem dois candidatos. Teria que estar muito colado para 1% fazer diferença. Resgatando aqui a eleição de 2010, de 2014 e em 2006, também acabaram no primeiro turno e não impediu a reeleição do Lula. Então, não tem isso, não tem esse automatismo”, afirmou o candidato.
O petista também argumentou que a configuração das duas eleições é diferente. Segundo ele, a corrida presidencial reúne mais candidaturas competitivas, o que torna um segundo turno mais provável. “Eu sei que às vezes existe uma ansiedade da extrema direita querer vender essa tese.
A eleição aqui em São Paulo só tem dois candidatos”, disse.
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Cenário das pesquisas e o papel de Lula
A declaração de Haddad ocorre um dia após a divulgação de uma nova pesquisa Quaest sobre a disputa paulista. O levantamento, divulgado na quarta – feira (23), mostra o candidato adversário com 44% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece com 27%.
Na reta final da campanha, a relação entre as duas disputas ganhou destaque. Do lado adversário, o candidato intensificou sua participação na campanha presidencial e passou a defender uma associação direta entre o voto em seu nome e o apoio ao senador.
Haddad, por outro lado, mantém Lula como seu principal cabo eleitoral em São Paulo e busca reduzir a distância para o líder nas pesquisas.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



