Guerra com o Irã pode elevar inflação dos EUA em 0,5 ponto no 1º trimestre de 2027

O CBO atribui a pressão inflacionária ao aumento dos custos de energia com a redução de embarques pelo Estreito de Ormuz.

16/09/2026 04:31

3 min

Imagem aérea da Casa Branca
Imagem aérea da Casa Branca

O Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO) projeta que a guerra com o Irã deve elevar a inflação americana no primeiro trimestre de 2027. O impacto, segundo análise divulgada na terça – feira (15), será de aproximadamente 0,5 ponto percentual, puxado principalmente pelo aumento dos custos de energia.

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Em uma carta enviada ao Congresso, o CBO atribuiu a alta às “pressões inflacionárias causadas pela redução nos embarques de petróleo e gás natural pelo Estreito de Ormuz e pelas perturbações no transporte marítimo pelo Mar Vermelho”. O escritório destacou que esses fatores se intensificaram desde que a análise subjacente ao documento foi concluída.

Os bilhões gastos no conflito

Além do impacto sobre a inflação, o CBO estima que a guerra já custou aos cofres americanos cerca de US 38 bilhões até 1º de agosto. O valor não inclui os gastos com a reparação de instalações militares danificadas durante os combates. A maior parte desse montante, segundo o escritório, vem do consumo de munições.

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A conta para repor os arsenais utilizados até 1º de agosto de 2026 é de US 21,7 bilhões. Desse total, US 7,3 bilhões são para mísseis de cruzeiro de ataque terrestre, US 13,1 bilhões para interceptores de defesa antimíssil e US 1,2 bilhão para outras munições. “A reposição dessas munições foi o maior componente isolado dos custos incorridos pelo DoD durante o conflito”, diz a carta do CBO.

O escritório projeta que o conflito continuará custando entre US 2 bilhões e US 3 bilhões por mês após 1º de agosto, com valores mais altos em períodos de combates intensificados. Apesar disso, o CBO afirmou que não forneceria uma contabilidade completa dos custos, como solicitaram os legisladores, citando limitações nos dados disponíveis.

Estoques esgotados e o alerta do Pentágono

A estimativa do CBO se alinha com os números apresentados pelo Pentágono. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, já havia informado ao Congresso que o custo era de US 37,5 bilhões até 21 de julho, durante depoimento no Comitê de Serviços Armados do Senado.

As contas do Departamento de Defesa também não incluem o reparo das instalações.

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O controlador do Pentágono, Jules “Jay” Hurst III, disse a repórteres em abril que não estava claro o valor para reconstruir as bases danificadas. “Parte disso é que avaliaríamos qual deveria ser nossa postura no Oriente Médio”, afirmou Hurst, acrescentando que o departamento não “tem um número final para os danos às nossas instalações no exterior”.

O CBO também constatou que a guerra esgotou significativamente os estoques de munições, incluindo os interceptores. A avaliação coincide com um relatório do inspetor – geral do Pentágono, divulgado na segunda – feira, que descreveu uma escassez crítica de mísseis.

Especialistas alertam que isso pode reduzir a capacidade de resposta a outro grande conflito. A reconstrução do estoque, segundo o CBO, pode levar cinco anos ou mais.

As estimativas foram divulgadas em resposta a um pedido de democratas da Câmara no Comitê de Orçamento. O deputado Brendan Boyle, membro de classificação do comitê, criticou a gestão do conflito. “A guerra desastrosa de Donald Trump no Irã já ceifou a vida de bravos militares americanos e deixou outros feridos.

Este relatório apartidário do CBO deixa claro que a guerra também custou aos contribuintes americanos dezenas de bilhões de dólares e continua aumentando”, disse Boyle em nota.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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