Drone dos Houthis é abatido ao sul de Meca pela segunda vez, diz coalizão saudita

Coalizão saudita afirma que drone foi abatido antes de violar espaço aéreo proibido sobre cidade sagrada.

15/09/2026 23:47

3 min

Houthis diante de banner que retrata mísseis em manifestação contra a Arábia Saudita, em Sanaa, no Iêmen
Houthis diante de banner que retrata mísseis em manifestação con...

As defesas aéreas da Arábia Saudita abateram um drone dos Houthis ao sul de Meca na noite desta terça – feira (15), antes que o equipamento violasse o espaço aéreo proibido sobre a cidade sagrada. A informação foi confirmada pelo porta – voz da coalizão militar liderada pelo reino no Iêmen, Turki al – Malki.

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Segundo al – Malki, esta foi a segunda tentativa do grupo apoiado pelo Irã de atacar Meca— a primeira ocorreu em julho de 2017, com o lançamento de um míssil balístico. O episódio acontece após uma semana de ataques dos Houthis contra alvos sauditas.

A cidade abriga alguns dos locais mais sagrados do Islã e é o centro da peregrinação anual do Hajj. No comunicado, o porta – voz classificou a segurança de Meca como uma “linha vermelha”.

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Houthis negam ataque a Meca

Autoridades do grupo rebelde negaram que a cidade sagrada fosse o alvo. Em declarações divulgadas pela agência de notícias SABA, controlada pelos Houthis, eles classificaram as acusações como “uma mentira deslavada”.

Os ataques à Arábia Saudita têm agitado os mercados globais de energia, que já operam sob tensão por causa do conflito entre os EUA e o Irã iniciado em fevereiro. O confronto reduziu drasticamente o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz. Nos últimos dias, os Houthis assumiram o controle de trechos da costa iemenita do Mar Vermelho, na região de Bab el – Mandeb — um dos estreitos marítimos mais estratégicos do mundo.

A movimentação ameaça as exportações de petróleo sauditas, que já haviam sido desviadas do Estreito de Ormuz.

Oleoduto paralisado e impactos no mercado

Na última semana, os Houthis anunciaram diversos ataques de grande porte contra a Arábia Saudita. Na segunda – feira (14), atingiram uma base aérea, em uma ação que classificaram como retaliação a bombardeios no Iêmen. O ataque deixou feridos, segundo autoridades da coalizão militar liderada pelos sauditas.

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Já na sexta – feira (11), um ataque paralisou uma das principais rotas de transporte de petróleo do reino: o oleoduto que atravessa o deserto da Arábia. Com 1.200 quilômetros de extensão, a estrutura liga os campos de petróleo sauditas no Golfo ao Mar Vermelho.

A Arábia Saudita atribuiu a responsabilidade pelo ataque a um movimento pró – Irã sediado no Iraque. O oleoduto vinha sendo a principal via de exportação do reino desde que o transporte pelo Estreito de Ormuz foi interrompido por causa de quase sete meses de guerra, que já matou milhares de pessoas na região.

Desde o fechamento do oleoduto, operadores de mercado alertam que uma paralisação prolongada pode cortar até 4% da oferta global de petróleo. A Arábia Saudita ainda não informou quando as operações serão retomadas. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse à CNBC nesta terça – feira (15) que o fluxo de petróleo bruto pelo duto deve ser restabelecido em poucos dias.

A Arábia Saudita lidera uma coalizão que combate os Houthis desde 2015. O conflito havia arrefecido nos últimos anos com um cessar – fogo, mas se intensificou neste mês, quando os rebeldes avançaram contra forças alinhadas ao governo iemenita. Na semana passada, o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, telefonou para o presidente dos EUA, Donald Trump, em busca de ajuda — que, até agora, se limitou ao compartilhamento de informações de inteligência.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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