Greve na UnDF: artigo defende estudantes e professores e critica o GDF
Solidariedade à greve na UnDF
O texto manifesta apoio aos estudantes e professores em greve na Universidade do Distrito Federal (UnDF), movimento que denuncia a falta de condições dignas de trabalho e ensino, a ausência de diálogo e o autoritarismo do Governo do Distrito Federal, comandado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) e pela vice-governadora Celina Leão (PP), e da reitoria.
A situação expõe uma crise profunda na instituição, que se manifesta na precarização das relações e na desconsideração da comunidade acadêmica.
A essência de uma universidade, especialmente uma pública como a UnDF, reside em sua gente: estudantes, docentes, técnicos administrativos e toda a comunidade que a sustenta. É a interação entre essas pessoas que molda o conhecimento, promove o debate e impulsiona a transformação social.
Acredito que, em última análise, uma universidade se faz de pessoas, e não apenas de salas de aula, gabinetes ou equipamentos. O giz e o pincel são ferramentas, mas a verdadeira força reside na capacidade de gerar ideias, questionar o status quo e formar cidadãos críticos e engajados.
A situação atual na UnDF é marcada por uma série de falhas que comprometem a qualidade do ensino e da pesquisa. A falta de investimento, evidenciada pela retenção de R$ 219 milhões pelo GDF, afeta a permanência dos estudantes, os projetos de pesquisa e os serviços à comunidade.
Além disso, a precarização das condições de trabalho, com a ausência de carreira de Técnicos Administrativos em Educação (TAE) e a imposição de medidas autoritárias, gera um clima de desmotivação e desconfiança entre os servidores. A situação é agravada pela falta de infraestrutura, com a ausência de salas, refeitórios e outros equipamentos básicos, além da falta de políticas de apoio aos estudantes, como bolsas de estudo e restaurantes universitários.
A greve docente e discente na UnDF é, portanto, uma resposta legítima a essa crise. É um ato de resistência que busca garantir condições de trabalho e ensino dignas, promover o diálogo e a democracia interna, e defender a autonomia da universidade.
A luta é pedagógica, pois nos permite refletir sobre o que faz uma universidade, sobre o papel da educação na sociedade e sobre a importância de valorizar as pessoas que a compõem. É fundamental que o governo do Distrito Federal e a reitoria pró-tempore ouçam e acolham as reivindicações dos estudantes e professores, e que aprendam com a sua experiência.
A universidade é, antes de tudo, um espaço de transformação, e a luta pela sua defesa é um ato de compromisso com o futuro.
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Redação Clique Fatos
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