Governo envia Orçamento de 2027 com R 157,1 bilhões para o Bolsa Família

O governo federal enviou, na última segunda – feira (31), o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 com previsão de R 157, 1 bilhões para o Bolsa Família. O valor é inferior aos montantes reservados para o programa nos projetos de 2026 e 2025.
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Para 2026, a equipe econômica havia previsto R158,6 bilhões. No PLOA de 2025, a estimativa foi de R 167,2 bilhões. O valor mínimo pago por família permanece em R 600.
Bolsa Família terá benefícios adicionais
Além do valor mínimo, o Bolsa Família prevê pagamentos complementares. O programa inclui R150 por criança de até 6 anos e R 50 por gestante ou por jovem entre 7 e 17 anos.
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Dados do governo federal indicam que 49,7 milhões de pessoas receberam o benefício em agosto. O texto do orçamento ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.
O PLOA de 2027 foi apresentado com orçamento total de R 7,4 trilhões. A equipe econômica estima fechar as contas do próximo ano com superávit efetivo de R 18,6 bilhões, equivalente a 0,13% do PIB (Produto Interno Bruto.
Salário – mínimo e emendas parlamentares
A proposta também estabelece um salário – mínimo de R 1.741 para 2027. O valor representa uma alta de R 120 em relação aos R 1.621 vigentes em 2026.
O projeto prevê ainda crescimento de 2,46% do PIB em 2027. Como se trata de uma proposta orçamentária, os valores e as estimativas dependem da análise e da aprovação do Congresso Nacional.
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Para as emendas parlamentares impositivas, o governo propôs R 44,8 bilhões no próximo ano. Desse total, cerca de R 12 bilhões correspondem a recursos previstos para emendas de comissão.
O montante destinado às emendas em 2027 representa um aumento nominal de R 4 bilhões em relação ao previsto no PLOA 2026. Esses recursos são indicados por deputados e senadores para seus redutos eleitorais e podem financiar obras e projetos.
Despesas com servidores devem aumentar
As despesas do governo federal com pessoal, incluindo servidores civis e militares, devem crescer R 20,6 bilhões em 2027. Apesar da alta nominal, o Ministério do Planejamento e Orçamento prevê uma redução de 0,1 pp. na relação entre esses gastos e o PIB.
Na projeção geral, a proporção das despesas também diminui 0,2 pp. do PIB no próximo exercício. A estimativa passa de 17,5% neste ano para 17,3% no ano que vem.
Segundo o governo, essa mudança reduz a participação das despesas obrigatórias no total das despesas primárias. A proporção deve cair de 92,4% em 2026 para 91,7% em 2027.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



