Governo dispensa visita domiciliar no Cadastro Único para quem mora sozinho

Mudança facilita o acesso ao Bolsa Família e ao BPC para famílias unipessoais e vale até julho de 2027.

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CadÚnico tem nova regra imposta pelo governo para quem mora sozinho | Foto: Reprodução

O governo federal mudou as regras do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e reduziu a burocracia para quem mora sozinho.

Com a mudança, deixa de ser exigida a visita domiciliar só para validar o cadastro das famílias unipessoais, formadas por uma única pessoa, o que facilita o acesso a benefícios como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Como funciona agora sem visita obrigatória

Até pouco tempo atrás, indivíduos ou famílias formadas exclusivamente por uma só pessoa precisavam receber agentes em casa. Essa vistoria era necessária justamente para confirmar os dados cadastrais; caso essa presença fosse negada, todo processo poderia travar.

A nova regra elimina esse obstáculo: a falta da visita não pode mais impedir o registro no CadÚnico nem a atualização dos dados de quem mora sozinho.

Quais benefícios são afetados pela mudança

Essa medida beneficia diretamente milhões de pessoas ao facilitar acesso aos principais programas sociais federais.

São eles o Bolsa Família, principal programa federal de transferência de renda, e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), de um salário mínimo, pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

A flexibilização, porém, não é universal e tem exceções definidas pelo ministério responsável pelo CadÚnico. A visita presencial continua sendo obrigatória se houver duas situações específicas: quando há uma inscrição pela primeira vez no Programa Bolsa Família, ou ainda caso as famílias estejam sob averiguação cadastral — isto significa suspeita de irregularidade nos registros.

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Prazo da dispensa e o papel vital do Cadastro Único

Apesar desse alívio burocrático imediato para quem mora sozinho, a mudança tem um prazo definido. O governo estabeleceu que essa isenção das visitas domiciliares será válida somente até julho de 2027.

Após esta data limite, os agentes voltarão a ser exigidos em campo novamente; contudo, novas exceções podem surgir se for determinado pelo Ministério responsável pelos dados sociais. Vale lembrar ainda sobre a importância histórica deste cadastro: criado originalmente no ano de 2001, ele funciona como porta de entrada fundamental não apenas aos benefícios federais do país, mas também costuma ser solicitado por programas estaduais e municipais para liberar ajuda emergencial após desastres naturais ou enchentes.

Por isso, mesmo com essa folga na visita física, é crucial que o cidadão mantenha seus registros sempre corretos.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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