Governo e BNDES lançam linha de financiamento para ferrovias com prazo de até 40 anos

O anúncio será na quinta-feira (11); o ministro George Santoro também prevê o leilão do Anel Ferroviário do Sudeste para outubro.

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Foto: Reprodução

Governo federal e BNDES anunciam nova linha de financiamento para projetos ferroviários

O governo federal, em parceria com o BNDES, apresenta na quinta-feira (11) uma nova linha de financiamento para projetos ferroviários, com prazo de pagamento mais longo. A informação foi divulgada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, durante sua participação no programa “Bom Dia, Ministro”.

O Ministério dos Transportes confirmou que a expectativa é que o prazo máximo de pagamento chegue a 40 anos.

O anúncio oficial ocorrerá durante o evento “Novos Caminhos sobre Trilhos: O Futuro das Ferrovias no Brasil”, que será realizado na Arena B3. Recentemente, o ministro já havia indicado à CNN que sua pasta e o banco de desenvolvimento estavam em discussões sobre a estruturação dessa nova política de crédito para o setor ferroviário.

Objetivos da nova linha de financiamento

A nova iniciativa visa alinhar o financiamento público às necessidades do setor, que exige altos investimentos iniciais e apresenta retornos financeiros em prazos mais longos. A expectativa é que essa modalidade também inclua prazos ampliados de carência, aliviando a pressão financeira durante a fase de implementação das obras.

A criação dessa linha faz parte da estratégia do governo para aumentar a participação de investidores internacionais em projetos como a Ferrogrão e a EF-118 (Anel Ferroviário do Sudeste), que requerem um volume significativo de recursos para sua construção.

A avaliação do ministério é que os mecanismos tradicionais de financiamento não atendem adequadamente às características do setor ferroviário, e as novas condições podem aumentar a competitividade dos projetos futuros.

Atualizações sobre o Anel Ferroviário do Sudeste

No mesmo programa, o ministro também comentou sobre o pedido de pesquisas arqueológicas, exigido pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), afirmando que isso não deve atrasar o cronograma da EF-118. Segundo ele, o TCU (Tribunal de Contas da União) deve concluir a análise do projeto até julho, permitindo que o edital seja publicado ainda em 2026.

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O leilão do Anel Ferroviário do Sudeste é um dos mais esperados pelo setor e pode ser o primeiro a ser realizado neste ano. Caso o TCU finalize a análise sem recomendar alterações no projeto — uma situação rara em processos dessa complexidade —, o governo poderá publicar o edital em seguida.

Nesse cronograma, o leilão ocorreria em outubro, respeitando o prazo de cerca de 90 dias normalmente concedido ao mercado para a avaliação das condições da licitação e a elaboração de propostas.

A ferrovia deverá receber um investimento de R$ 6,6 bilhões, com aportes de R$ 4,1 bilhões provenientes do pagamento de outorga de outras concessões durante sua fase de implantação. Na primeira etapa, a ferrovia terá 246 quilômetros de extensão entre Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ), com a possibilidade de ser estendida até Nova Iguaçu (RJ) no futuro.

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