Gleisi dispara contra Caiado e alerta: polarização eleitoral ameaça o Brasil

Gleisi critica escolha de Caiado e alerta para polarização eleitoral
Ao deixar a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) na segunda-feira (30), a ministra Gleisi Hoffmann manifestou preocupação com a escolha de Ronaldo Caiado para a disputa presidencial pelo PSD. Gleisi argumentou que a escolha de Caiado intensificará a polarização no cenário político brasileiro, devido à sua postura mais confrontacional.
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“Nossa estratégia é focar nos resultados do governo, defender nossas ideias e mostrar o que está em jogo para o Brasil. Obviamente, Caiado é uma figura mais agressiva, eu diria. Não sei como isso vai se desenvolver com a extrema direita e com o Flávio”, declarou Gleisi ao se despedir dos jornalistas no comitê de imprensa do Palácio do Planalto, em Brasília.
Ela ressaltou a dificuldade de encontrar espaço para uma terceira via competitiva, considerando o quadro atual de consolidação e polarização eleitoral.
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Cenário eleitoral e desafios da terceira via
Gleisi avaliou que as eleições estão muito polarizadas, dificultando a ascensão de uma terceira via. O Poder360 apontou que nenhuma terceira via venceu em 9 eleições para presidente. Gleisi também destacou que a escolha de Caiado embaralha o cenário político no Paraná, onde ela concorre ao Senado em outubro.
O PSD definiu Caiado como seu candidato à Presidência, enquanto o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não participou do encontro.
“A consolidação da extrema direita e a falta de definição de uma candidatura de centro por parte de Ratinho Junior conturbam um pouco o cenário”, declarou Gleisi. Apesar disso, ela vislumbra espaço para o campo da centro-esquerda, ressaltando que “não ter unidade no campo da direita com a extrema direita é um quadro melhor para a gente trabalhar”.
A sucessão na SRI
Questionada sobre seu sucessor na SRI, Gleisi afirmou que a escolha ainda não foi formalizada e que, na ausência de um nome definido, o cargo será ocupado interinamente pelo secretário-executivo da pasta. A SRI é um ministério estratégico no Planalto, responsável por fazer a ponte entre o Executivo e o Congresso Nacional, negociando apoios e construindo maiorias.
Lula busca um nome com amplo trânsito no Legislativo, capaz de dialogar com diferentes setores da política. Lula descartou Olavo Noleto, secretário-executivo do Conselhão, que havia sido apontado por Gleisi como favorito. Os nomes cotados para a vaga incluem o ministro da Educação, o ministro do Desenvolvimento Social e um líder do Governo no Congresso.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Política
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