Genial/Quaest: 13% veem o STF como o mais atingido pelo caso Master

A pesquisa perguntou quem saiu mais prejudicado pelo escândalo do Banco Master. STF/Judiciário lideram; governo Bolsonaro tem 11%, e governo Lula, 10%.

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Foto: Reprodução
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Divulgação Aponta Preocupações com Instituições Financeiras

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em 12 de março de 2026 perguntou quais instituições e grupos foram mais atingidos pelo escândalo do Banco Master. O levantamento citou o Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente Lula (PT), o Banco Central e o Congresso Nacional.

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Os resultados mostraram que 40% dos entrevistados não tinham uma opinião clara sobre o assunto, enquanto 13% apontavam o STF/Judiciário, 11% o governo Bolsonaro, 10% o governo Lula, 5% o Banco Central e 3% o Congresso Nacional como os mais prejudicados.

Apenas 1% dos entrevistados não soube ou não respondeu à pergunta.

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Detalhes da Pesquisa e Contexto

A pesquisa foi conduzida entre 6 e 9 de março de 2026, com 2.004 entrevistas realizadas com brasileiros com 16 anos ou mais. O intervalo de confiança utilizado foi de 95%, e a margem de erro estabelecida foi de 2 pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos.

O estudo, que custou R$ 465.820,00 e foi financiado pelo Banco Genial, possui registro no TSE sob o código BR-05809/2026.

Escândalo do Banco Master e Investigações em Andamento

O escândalo do Banco Master ganhou destaque em novembro de 2025, quando o Banco Central iniciou uma investigação sobre suspeitas de fraude. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com um montante estimado de R$ 50 bilhões, a maior quebra da história do setor, foi acionado.

A Polícia Federal, através da operação Compliance Zero, prendeu o fundador do banco, Daniel Vorcaro, dias depois.

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Envolvimento do STF e Outras Autoridades

O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, inicialmente com a relatoria do ministro Dias Toffoli. No entanto, controvérsias envolvendo Toffoli, como um encontro com um advogado do banco e sua participação em um resort, levaram à transferência da relatoria para o ministro André Mendonça.

Mendonça, por sua vez, citou “A Turma”, grupo apontado pela PF como responsável por intimidar adversários de Vorcaro, conforme mensagens obtidas na investigação.

Investigações e Prisões

A investigação da PF resultou em prisões preventivas de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, Marilson Roseno da Silva, policial federal, e Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, apelidado de “sicário”. Mourão faleceu por suicídio nas dependências da Superintendência da PF em Minas Gerais.

As investigações também citam autoridades da República, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Outros Desdobramentos e Controvérsias

Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, prestou serviços ao Banco Master entre 2024 e 2025, recebendo um valor considerado elevado.

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