Gato Preto apresenta defesa em processo criminal por acidente com Porsche em São Paulo

O influenciador Samuel Sant’Anna, o Gato Preto, nega ter dirigido em alta velocidade e pede que as acusações de tentativa de homicídio sejam trocadas por lesão corporal.

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Foto: Reprodução

Defesa de influenciador é apresentada em processo criminal

O influenciador Samuel Sant’Anna, conhecido como Gato Preto, apresentou sua defesa à Justiça em um processo criminal que se arrasta desde 2025, relacionado a um grave acidente de trânsito em São Paulo. As informações foram reveladas pela coluna de Fábia Oliveira, do portal Metrópoles.

O caso ganhou notoriedade após o influenciador ser acusado de causar uma colisão enquanto dirigia um Porsche em alta velocidade.

Conforme a denúncia do Ministério Público de São Paulo, Samuel estaria sob efeito de álcool e drogas no momento do acidente e teria deixado o local sem prestar socorro às vítimas. O incidente ocorreu em agosto de 2025 e envolveu Edilson Maiorano e Ivan Bartalot Pereira Maiorano, pai e filho que estavam no outro veículo.

Ivan sofreu uma fratura na mandíbula em decorrência da colisão.

Acusações e denúncias

O Ministério Público denunciou Samuel por duas tentativas de homicídio com dolo eventual, um conceito jurídico aplicado quando alguém assume o risco de causar a morte de outra pessoa. Além disso, ele enfrenta acusações de ameaça, omissão de socorro, fuga do local do acidente e condução de veículo sob influência de álcool e substâncias ilícitas.

A denúncia também solicita indenizações que ultrapassam R$ 190 mil, além de danos morais coletivos no valor de R$ 75 mil.

A influenciadora Bia Miranda, que na época era namorada de Samuel, e o segurança Felipe Junior da Silva Souza também foram denunciados em desdobramentos do caso.

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Contestações da defesa

Na defesa apresentada em 6 de maio, Samuel negou ter dirigido em alta velocidade e afirmou que não há laudo técnico que comprove essa acusação. Ele argumentou que não seria correto concluir que ele assumiu o risco de matar as vítimas. A defesa também destacou que a possível ingestão de bebida alcoólica não implica automaticamente em desprezo pela vida de Edilson e Ivan.

Por essa razão, o influenciador solicitou que as acusações de tentativa de homicídio fossem substituídas por crimes considerados menos graves, como lesão corporal culposa ou lesão corporal leve. Outro ponto levantado pela defesa foi a suspensão da carteira de habilitação de Samuel, que alegou que a medida foi aplicada sem novos episódios de direção perigosa após o acidente, caracterizando uma antecipação de punição antes do julgamento final.

A defesa também contestou os pedidos de indenização do Ministério Público, afirmando que a questão financeira já está sendo discutida na esfera cível e deve ser tratada separadamente. O processo continua em andamento na Justiça paulista.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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