Fórum da Liberdade em Porto Alegre: O que os críticos viram além dos discursos?

Fórum da Liberdade em Porto Alegre: Críticas apontam que o evento, apoiado por grupos econômicos, minou direitos sociais. O que realmente foi celebrado?

22/04/2026 17:02

3 min

Fórum da Liberdade em Porto Alegre: O que os críticos viram além dos discursos?
(Imagem de reprodução da internet).

Fórum da Liberdade em Porto Alegre: Críticas sobre o Evento

Um evento chamado Fórum da Liberdade ocorreu em Porto Alegre, recebendo ampla cobertura da mídia local. Ele foi organizado e financiado por grupos econômicos, setores midiáticos, financeiros, economistas de viés ultraliberal e políticos ligados à extrema direita brasileira.

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Muitos críticos apontaram que o encontro se assemelhou mais a um “Fórum da tirania”. As manifestações públicas, que apoiavam figuras como Jair Bolsonaro e Flavio Bolsonaro, frequentemente usam discursos sobre liberdade e democracia.

A Questão da Liberdade e os Direitos Sociais

Segundo os críticos, esses discursos são usados há muito tempo para, posteriormente, tentar minar o sistema democrático. Justiça, direito, igualdade e o respeito às diferenças foram, segundo relatos, ignorados durante o evento.

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A liberdade, na visão apresentada, acabou sendo a primeira vítima. O foco esteve em homenagens a figuras como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, bolsonaristas, e em palavras de ordem contra Lula. Houve também celebrações ao ex-ministro Paulo Guedes e propostas de impeachment contra ministros do STF.

O Discurso da Liberdade vs. Realidade Econômica

A liberdade exaltada no Fórum, argumenta o texto, tenta disfarçar um desejo maior: a liberdade restrita aos mais poderosos e ricos, enquanto o povo seria relegado à servidão.

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O evento, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e com patrocínio de grupos como GrupoRBS, Liberta e Gerdau, serviu de plataforma para atacar políticas públicas e programas sociais voltados às populações mais vulneráveis.

Raízes e Impactos do Movimento

O Instituto de Estudos Empresariais fundou o Fórum da Liberdade em 1988, visando articular o pensamento neoliberal, seguindo as trilhas do Consenso de Washington, de Ronald Reagan e Margaret Thatcher. Desde então, reuniu desde Olavo de Carvalho até Nikolas Ferreira, passando por Sérgio Moro e a família Bolsonaro.

Assim, ao lado de outros grupos, tornou-se um polo para o que seria a base do fascismo brasileiro, o bolsonarismo. O modelo de Brasil projetado por esses pensadores previa uma concentração de renda, aumento da desigualdade e miséria, além do fim de direitos trabalhistas e sociais.

Conclusão: Um Estado para o Mercado

O cenário desenhado era de um Estado social em declínio, substituído por um “Estado para o Mercado”, sustentado pela violência da extrema direita. O evento culminou com homenagens a Luciano Hang, um bolsonarista investigado por financiar atos golpistas, e André Marsiglia, outro apoiador da extrema direita.

Em contraste, estudantes da PUC realizaram uma manifestação que desmascarou o caráter antidemocrático do Fórum. Em uma carta, eles expressaram total descontentamento com a presença de “figuras extremistas que propagam fake news e ódio às mulheres, LGBTs e negros e negras, e também convidados que atentam contra o estado democrático de direito”.

Portanto, o que ocorreu não foi um Fórum da Liberdade, mas sim um Fórum da Tirania, segundo o deputado estadual Miguel Rossetto, líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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