Democratas acusam governo Trump de favorecer Flávio Bolsonaro após chegada a Miami e cobram Rubio

Parlamentares do Partido Democrata dos Estados Unidos acusaram o governo de Donald Trump de favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele chegou a Miami na quarta-feira (28/10), depois de deixar o Brasil para escapar das investigações que enfrenta na Justiça.
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Também apontaram possível colaboração de autoridades norte-americanas na saída dele do país e cobraram explicações do secretário de Estado, Marco Rubio.
Democratas veem dois pesos em política migratória
Para os democratas, o acolhimento dado ao senador, que é investigado pela Justiça, contrasta com as restrições que o governo republicano impõe a imigrantes e refugiados fugindo de guerras e crises humanitárias. A polêmica surge a poucas semanas das eleições de meio de mandato, marcadas para o dia 3, quando serão renovadas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e parte do Senado.
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A migração já é um dos temas da disputa, e o caso de Flávio passou a fazer parte dos ataques da oposição. A bancada democrata da Comissão de Relações Exteriores da Câmara publicou: “Nenhum asilo para pessoas que fogem da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados das eleições, sim”.
Parlamentares ironizam discurso sobre criminosos
O deputado Morgan McGarvey (Kentucky) mirou o discurso republicano contra a entrada de criminosos no país. “O governo Trump diz que não quer criminosos entrando em nosso país. A menos que sejam tão corruptos quanto ele”, escreveu.
O deputado estadual Malcolm Kenyatta (Pensilvânia), vice-presidente do Comitê Nacional Democrata, seguiu pelo mesmo caminho. “Deixe-me ver se entendi: se você é um líder corrupto de direita que perde uma eleição e está sob investigação, recebe asilo? Mas, se você é uma mãe com seu filho fugindo da violência, não recebe?”, questionou.
O candidato democrata ao Congresso Isaiah Martin (Texas) advertiu o eleitor. “Agora, o contribuinte americano vai arcar com os custos para proteger sua família criminosa e suas viagens de luxo pelo nosso país”, afirmou. Já o senador democrata Andy Kim (Nova Jersey) disse que “Trump está basicamente concedendo a Bolsonaro o Status de Proteção Temporária, enquanto o retira de inúmeros haitianos, afegãos e outros que construíram suas vidas nos Estados Unidos”.
Trump evita endossar Flávio e comemora-se Lula
O presidente Donald Trump ainda não reconheceu oficialmente a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na segunda-feira (26/10), ele pôs em dúvida a legitimidade da eleição brasileira, sem apresentar provas: “não tomei partido, mas parecia mais uma eleição fraudulenta”.
Em seguida, acrescentou: “gosto do Lula. Me dou muito bem com ele”.
Na quarta-feira (28/10), questionado sobre a carta em que Flávio Bolsonaro se autoproclamou presidente eleito do Brasil, e depois de corrigir a própria fala para “líder da oposição nos Estados Unidos”, Trump não endossou a declaração. “Não vou comentar sobre isso. Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certeza”, disse.
Pela manhã, ele voltou ao assunto: “não quero comentar neste momento, mas considero as eleições um grande constrangimento para o povo brasileiro”.
Do lado oposto, o senador independente Bernie Sanders (Vermont) e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, celebraram a reeleição do presidente brasileiro. Sanders classificou a virada como “extraordinária” e escreveu: “Lula defendeu os trabalhadores brasileiros e a democracia — e continuará fazendo isso nos próximos quatro anos”.
Mamdani publicou: “o povo unido jamais será vencido! Parabéns, presidente Lula”.
Em setembro, Sanders assinou, junto com outros 30 parlamentares norte-americanos, entre eles a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, uma carta a Rubio. No documento, denunciavam suposta interferência do governo Trump nas eleições brasileiras. A iniciativa veio depois de um encontro do senador com Lula em Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, quando o presidente brasileiro afirmou: “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



