Flávio Bolsonaro cruza a Ponte da Fraternidade e entra na Argentina após decisão de Moraes
O senador Flávio Bolsonaro atravessou a Ponte Internacional da Fraternidade, conhecida oficialmente como Ponte Tancredo Neves, e entrou na Argentina às 22h50 de terça-feira (27). Segundo registros da Direção Nacional de Migrações argentina, ele fez a travessia de carro, acompanhado de familiares, e apresentou documentação válida nos postos de controle.
A passagem ocorreu depois de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia o senador de deixar o Brasil e determinava o cancelamento de seus passaportes. A ponte, que liga Foz do Iguaçu (Paraná) a Puerto Iguazú, também registrou alta nas buscas na internet após os desdobramentos políticos do segundo turno das eleições de 2026.
Comitiva embarca em voo privado rumo ao Equador
Cerca de 40 minutos depois de cruzar a ponte, o grupo embarcou em um voo privado no aeroporto de Puerto Iguazú com destino ao Equador. O trajeto aéreo foi o próximo passo registrado após a entrada no território argentino.
Ponte foi inaugurada em 1985 e substituiu as balsas
Inaugurada em 29 de novembro de 1985 pelos presidentes José Sarney e Raúl Alfonsín, a estrutura substituiu o antigo transporte por balsas na Tríplice Fronteira. A obra também marcou a aproximação diplomática que levou à criação do Mercosul.
O nome homenageia o presidente eleito Tancredo Neves, que morreu naquele mesmo ano, antes de tomar posse. A construção foi feita em concreto protendido, pelo método de balanços sucessivos.
Ponte tem 489 metros e vão central de 220 metros
A extensão total é de 489 metros, segundo levantamentos territoriais argentinos. O cadastro do Ministério dos Transportes do Brasil, porém, indica 480 metros. A largura é de 16,5 metros, com pista de rolamento de 13,3 metros e passeios para pedestres de 1,2 metro em cada lado.
O vão livre central mede 220 metros sobre o leito do Rio Iguaçu. A ponte conecta a rodovia federal BR 469, no Paraná, à Ruta Nacional 12, na Argentina.
Travessia é isenta de pedágio e tem fiscalização conjunta
Por força de acordo internacional firmado em 1985, a travessia não cobra pedágio. A Receita Federal estima que a estrutura receba cerca de 11 mil veículos e 32 mil pessoas por dia.
No lado brasileiro, a fiscalização é conjunta: a Receita Federal cuida do controle aduaneiro, a Polícia Federal faz o controle migratório e a Polícia Rodoviária Federal também atua. Do lado argentino, a responsabilidade é da Direção Nacional de Migrações e da Gendarmería Nacional.
Qual documento o turista brasileiro precisa levar
Para quem vai à Argentina como turista, a legislação aceita a Carteira de Identidade (RG) emitida há menos de 10 anos ou o passaporte válido. A CNH, por outro lado, não serve como documento de viagem internacional perante os órgãos de controle migratório.
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