Flávio Bolsonaro diz que vai aos EUA defender o Pix em audiência sobre tarifas

Flávio Bolsonaro disse nesta sexta-feira (3), durante painel no 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, no Rio de Janeiro, que vai aos Estados Unidos defender o Pix. A partida está marcada para este sábado (4), e ele participará de uma audiência pública sobre tarifas agendada para a próxima terça-feira (7).
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No evento, Flávio Bolsonaro declarou que “a verdade tem que andar mais rápido do que a mentira”. O parlamentar aproveitou a ocasião para criticar o governo federal atual, afirmando que ele “está se lixando para as empresas brasileiras” diante das tarifas impostas pelos EUA sobre produtos do Brasil.
Proposta enviada ao governo Trump
Na quarta-feira (1º), Flávio enviou um documento ao governo americano com um conjunto de solicitações. Entre elas, estava o pedido de adiamento das tarifas sobre produtos brasileiros.
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O senador está inscrito para discursar na audiência do dia 7, onde deve solicitar a suspensão das tarifas ou, alternativamente, sugerir que essa questão seja debatida apenas após as eleições. Segundo a jornalista Jussara Soares, o governo brasileiro observa essas movimentações de Flávio com certa desconfiança.
Repercussão e posicionamento do governo
A avaliação do Palácio do Planalto e da diplomacia brasileira é de que os Estados Unidos não irão recuar nas tarifas. Para os negociadores brasileiros, Flávio “dá um tiro no pé” ao se colocar como interlocutor nesse assunto, pois as chances de os EUA desistirem da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros são mínimas.
Além disso, a análise do governo aponta que Flávio poderá usar a audiência como um palanque para distanciar-se da aplicação das tarifas. Por sua vez, o PT deve explorar politicamente esse tema, lembrando que Donald Trump mencionou diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro ao anunciar as tarifas no ano passado.
A expectativa é de que este “tarifaço” influencie a disputa eleitoral e o governo mantém uma postura “bem pessimista” quanto à possibilidade de recuo por parte dos Estados Unidos.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Política
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