Fernando Haddad critica Tarcísio após declarações sobre Trump

Fernando Haddad chamou Tarcísio de Freitas de “ingênuo” nesta quinta-feira (16), após declarações públicas sobre apoio à política americana liderada por Donald Trump.
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O ex-ministro da Fazenda afirmou, em Jales, no interior paulista, que o governador errou ao se alinhar ao governo dos EUA: “Foi uma ingenuidade muito grande”.
A crítica ao posicionamento político
Segundo seu discurso na cidade, é fundamental que Tarcísio faça uma autocrítica quanto às suas posições políticas internacionais de forma geral.
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“Espero que o Tarcisio reavalie a sua posição… Ele tem que fazer essa autoanálise por ter sido ingênuo”, afirmou Haddad.
Contexto das tensões comerciais com EUA
O ex-ministro fez referência a episódios passados envolvendo Tarcísio e Washington. Entre eles, o vídeo em que o governador aparece usando um boné com o slogan da campanha de Trump, “Make America Great Again”.
A tensão recente ganhou força na quarta-feira (15), dia em que o Escritório de Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) confirmou a aplicação de 25% sobre produtos brasileiros.
Argumentos do Brasil contra tarifas americanas
O governo Donald Trump justifica os novos impostos alegando práticas brasileiras que supostamente “oneram ou restringem” as relações comerciais entre ambos. Entre os temas citados estão o Pix, o acesso ao mercado de etanol, a pirataria e o desmatamento ilegal no país.
“PIX não faz mal nenhum para o governo americano”, defendeu Haddad enfaticamente em seu discurso na quinta-feira; ele argumenta ainda mais por ser uma tecnologia gratuita desenvolvida internamente “e está barateando os custos de transação”.
Impacto econômico do conflito
Haddad foi categórico: embora diga que Brasil esteja longe de qualquer tipo de confronto com Washington, é justamente “governo Trump” quem teria problemas comerciais. Ele lembrou também aos ouvintes a situação da balança comercial brasileira.
O ex-ministro lembrou que o Brasil acumula déficit de mais de 400 bilhões de dólares no comércio com os Estados Unidos nos últimos 15 anos.
“São mais de 400 bilhões… Por isso os Estados Unidos estão atacando o Pix e a produção? O estado mais afetado pelo tarifaço do Trump continua sendo São Paulo”, concluiu Haddad sobre as consequências econômicas das tarifas impostas pelos EUA no setor produtivo paulista, como etanol e máquinas agrícolas.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Política
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