Fed eleva juros em 0,25 ponto e Warsh diz que economia dos EUA se fortaleceu

Warsh destaca mercado de trabalho em pleno emprego, mas inflação segue como principal desafio para o banco central americano.

16/09/2026 16:51

2 min

Kevin Warsh, presidente do Fed
Kevin Warsh, presidente do Fed

O chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta quarta – feira (16) que a economia dos Estados Unidos ganhou força desde a última reunião do banco central, em junho. A declaração veio após a decisão unânime do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) de elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, o primeiro aperto monetário em três anos.

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Com o movimento, a banda de referência da autoridade monetária passou a ficar entre 3,75% e 4%.

Na avaliação de Warsh, o mercado de trabalho está praticamente em pleno emprego. O problema, segundo ele, continua sendo a inflação. “Mesmo nas últimas semanas, acho que agora temos dados, em termos gerais, que indicam que a economia de fato se fortaleceu”, disse o chair durante coletiva de imprensa após a decisão.

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Ele ainda completou: “O crescimento subjacente está mais alto. A inflação é o problema. A estabilidade dos preços vem sendo o problema há mais de cinco anos e meio.”

Resiliência dos gastos e o foco na inflação

Em comunicado oficial, o Fed destacou que os gastos domésticos permanecem resilientes, apesar do elevado nível de incerteza. A autoridade também afirmou que a atividade econômica norte – americana segue avançando em ritmo sólido. As tendências da inflação, no entanto, mostraram pouca melhora no período.

Warsh foi direto ao reconhecer as limitações do Banco Central no combate ao avanço dos preços. “Não podemos afetar nenhum preço individual, seja o do petróleo, seja o dos alimentos”, declarou ele a jornalistas. Na prática, o aumento de juros visa conter o contágio desses aumentos para outros setores da economia, evitando que a alta se alastre.

O indicador de inflação preferido do Fed

Uma das razões pelas quais o Fed monitora de perto o PCE (Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal) como seu indicador de inflação preferido é o fato de ele ser considerado mais abrangente. Em comparação com o CPI (Índice de Preços ao Consumidor), o PCE oferece um panorama mais amplo dos preços na economia.

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As autoridades do Fed também estão de olho em uma medida específica, conhecida como “inflação subjacente”. Esse indicador exclui os preços de alimentos e energia, que são mais voláteis, e ajuda a entender a tendência de longo prazo dos aumentos de preços.

A decisão unânime de subir os juros, considerada uma surpresa por alguns analistas, reflete a preocupação do colegiado em garantir que a inflação não fuja ainda mais do controle.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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