Fast revela pulsar em trio estelar raro com anã branca em evolução

A descoberta desafia modelos teóricos sobre estrelas de nêutrons e pode ampliar o entendimento sobre pulsares e magnetares.

13/10/2026 03:35

3 min

Com suas extraordinárias capacidades de detecção, o FAST descobriu mais de 1.000 pulsares. O pulsar neste sistema triplo foi detectado em 8 de junho de 2020 pela equipe dos Observatórios Astronômicos Nacionais da Academia Chinesa de Ciências (NAOC) usando o FAST.
Com suas extraordinárias capacidades de detecção, o FAST descobr...
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O que são estrelas de nêutrons

Estrelas de nêutrons são os restos extremamente densos de estrelas massivas que explodiram em supernovas. Elas têm o tamanho de uma cidade, mas concentram uma massa maior que a do Sol. Quando giram e emitem radiação em direção à Terra, são observadas como pulsares — faróis cósmicos que piscam em intervalos regulares.

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O que chamou a atenção dos pesquisadores foi o comportamento incomum do objeto recém-descoberto. Ele emite radiação em um ciclo de 54 minutos, um período muito mais longo do que o esperado para pulsares convencionais, que costumam girar em segundos ou milissegundos.

A descoberta foi feita por uma equipe internacional de cientistas. O objeto foi identificado como uma estrela de nêutrons que desafia modelos teóricos atuais.

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O que os cientistas encontraram

A estrela de nêutrons emite radiação em ciclos de 54 minutos — algo raro para esse tipo de corpo celeste. A descoberta ocorreu após observações detalhadas, e os pesquisadores ainda buscam explicações completas para o comportamento incomum. O objeto está localizado a cerca de 13 mil anos-luz da Terra, na constelação de Vulpecula.

A análise dos dados foi conduzida por uma equipe internacional de cientistas.

Por que o achado é relevante

O comportamento observado desafia o que se sabe sobre estrelas de nêutrons. Segundo os pesquisadores, o objeto emite radiação de forma intermitente, o que não é típico desse tipo de astro. Os cientistas acreditam que o sinal pode ter origem em um pulsar ou em uma estrela magnética — também chamada de magnetar.

A descoberta pode ajudar a entender melhor como esses objetos funcionam e o que acontece com eles ao longo do tempo. A descoberta foi feita por acaso. A equipe usava o radiotelescópio Murchison Widefield Array (MWA), na Austrália, e esperava encontrar algo diferente: estava caçando explosões de rádio rápidas (FRBs) — pulsos de energia que duram milissegundos e vêm de fora da Via Láctea.

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O que apareceu foi um objeto que emitia pulsos a cada 20 minutos, algo que, até então, não tinha explicação clara. ## O que se sabe sobre o objeto Os pesquisadores acreditam que o sinal pode ter origem em uma estrela de nêutrons ou em uma anã branca.

O objeto tem campo magnético extremamente forte, o que o coloca na categoria dos magnetares. A descoberta foi publicada na revista Nature. Os cientistas usaram dados do Murchison Widefield Array (MWA), um radiotelescópio localizado na Austrália, para chegar ao achado. ## Como o sinal foi identificado A equipe analisou imagens do céu captadas pelo radiotelescópio e encontrou o sinal que se repetia a cada 18,18 minutos.

A emissão é considerada “ultra-longa” — muito mais lenta do que a maioria dos pulsares conhecidos, que giram em segundos ou milissegundos. Os pesquisadores acreditam que o objeto seja uma estrela de nêutrons com um campo magnético extremamente forte, conhecida como magnetar.

O sinal foi detectado pela primeira vez em 2024, quando o grupo de cientistas passou a monitorar o céu em busca de fenômenos desse tipo. A descoberta foi publicada na revista Nature Astronomy. O estudo aponta que o objeto emite ondas de rádio a cada 2,9 horas — algo que, na prática, desafia o que se sabia até agora sobre esse tipo de astro. “O que é realmente incomum é que essa estrela de nêutrons não emite ondas de rádio por longos períodos — ela só emite em uma pequena janela de tempo”, explicou o pesquisador Manisha Caleb, do Instituto de Astronomia da Universidade de Sydney, que liderou a equipe.

A descoberta foi feita com o radiotelescópio Murchison Widefield Array (MWA), na Austrália.

Segundo os pesquisadores, o objeto emite pulos de rád

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