Estudo global: 465 cidades afundam até 217 mm ao ano, diz pesquisa

Um estudo divulgado nesta segunda-feira (12) analisou o afundamento do solo em 465 cidades ao redor do mundo, com destaque para as regiões da Ásia, Ásia Central e Ocidental e América do Norte. O mapeamento, feito entre 2014 e 2023 com dados de InSAR (radar orbital), aponta que o fenômeno é causado por fatores naturais que alteram a estrutura do subsolo urbano.
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De acordo com a pesquisa, o solo se manteve estável em cidades como Boston, Nova Iorque, Londres, Pequim, Tóquio, Seul, Sydney, Montevidéu e Nápoles, com taxas de afundamento e elevação entre 0,1 e 1,9 mm por ano. Em contrapartida, algumas áreas registraram um afundamento muito mais rápido, chegando a aproximadamente 217 mm (21 cm) por ano. A taxa mediana de afundamento em toda a cidade é de 8 mm por ano.
Ações humanas e fatores naturais aceleram o problema
Os principais motivos apontados pelo estudo são as ações humanas, como a extração excessiva de água subterrânea, o peso das infraestruturas urbanas e a extração de minerais e gases naturais. Fatores naturais, como a compactação de sedimentos — comum em cidades localizadas em deltas de rios, planícies aluviais e regiões costeiras — também contribuem para o afundamento.
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As secas, por exemplo, reduzem a disponibilidade de água na superfície, forçando as cidades a intensificar o bombeamento de água subterrânea, o que agrava o problema. O estudo foi publicado na revista Nature.
Falta de dados dificulta políticas de prevenção
As informações sobre como esse fenômeno ocorre ainda são mínimas. Avaliações anteriores foram feitas com métodos ou períodos diferentes e se concentraram em um pequeno número de cidades, o que dificulta comparações globais. Essa falta de dados atrapalha, principalmente, a criação de políticas para áreas de maior risco, que precisam de intervenções urgentes.
Editoria:
Redação Clique Fatos
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